30.3.15

Flores e esculturas

Duas coisas que enfeitam jardins: flores e esculturas

Crônica diária

 O regime já é PARLAMENTARISTA

Chegamos ao Parlamentarismo por vias travessas. Não foi a constituinte, muito menos o Congresso quem impôs a mudança de regime. Foi o povo, com dois milhões e duzentas mil pessoas nas ruas do país, dia 15 de Março, quem mudou o regime. Passamos a ser PARLAMENTARISTAS. Os políticos profissionais, (leia-se Renan Calheiros e Eduardo Cunha) aceitaram a carta de outorga da população, e assumiram o poder. O Congresso através do PMDB e seus representantes no Senado e Câmara dos Deputados, passaram a governar. Renan Calheiros e Eduardo Cunha legitimamente, ou não,  assumiram o PARLAMENTARISMO de fato, ainda que não de direito. O primeiro ministro acumula o cargo de Ministro da Fazenda, na pessoa de Joaquim Levy. E o que sobra para a Rainha da Inglaterra? Fazer o que a Dilma tem feito. Com uma diferença, com a popularidade despencando, inclusive no nordeste,  sem poder aparecer em público, ou na TV, onde é fortemente vaiada, e hostilizada. Como agora a presidente não tem mais a tarefa de governar, espera-se que tenha tempo para indicar o décimo primeiro ministro do Supremo Tribunal de Justiça, e de todos os outros cargos a espera de nomeação. Quanto ao seu medíocre ministério, espera-se que ao longo dos próximos meses o PARLAMENTO imponha modificações, nos livrando dos petistas e do aparelhamento do Estado. O PMDB aliando-se aos partidos que faziam oposição, amadoristicamente, poderão fazer o que o povo brasileiro espera para o Brasil. Cortar pela metade o número de Ministérios. Cortar despesas nos três poderes. Fazer a reforma política. Varrer do mapa a política econômica, praticada pela Dilma, impor uma nova e transparente política externa. Privilegiar o mercado ao invés do "tom vermelho" dos parceiros comerciais. Voltar a fazer o país crescer, com pleno emprego, sem muita corrupção, e retornar ao bom caminho. Isso posto, em 2018 o povo poderá votar novamente num presidente ou referendar o regime PARLAMENTARISTA de uma vez.

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  • Sandra Lunardelli Uma tragédia. ..eu como meu avô DETESTO voar, nunca me sinto a vontade. .. ótima a comparação do "gado para o abate" ..fico imaginando os 12 minutos da mais aguda agonia, que passaram essas pobres almas! Uma tragédia... o problema está sempre no fator humano. ..e o pior, é que pode sempre piorar!!! Sorry, ando meio pessimista ultimamente... esperar por um mundo melhor virou quase uma piada!

  • Eduardo Penteado Lunardelli Minha filha, Sandra Lunardelli, quando as coisas estão como agora, tem uma vantagem: só podem melhorar. Tenho certeza de que o mundo será muito melhor amanhã, quando os pilotos nunca ficarão mais sós na cabine de comando, quando Israel e Palestina se entenderem, ainda que precariamente, quando a criminalidade urbana for contida com educação para toda população, quando o PT estiver fora do governo, e sobre isso escrevo amanhã, e já há uma luz no fim do túnel, e por fim quando o terrorismo internacional for definitivamente exterminado. O mundo seguramente será melhor. Acredite.

29.3.15

Helmut Newton (June Brown and Alice Spring)


Helmut Newton (June Brown and Alice Spring)

Crônica diária



O crime do copiloto

O inesperado resultado da investigação sobre o acidente aéreo ocorrido nos Alpes franceses, onde 150 pessoas, a maioria espanholas e alemãs perderam a vida, chocou o mundo. Não foi um acidente, mas um atentado. Para as famílias enlutadas o termo da classificação: acidente ou atentado muda muito pouco a dor e saudade dos entes perdidos. A família do assassino suicida, copiloto da aeronave, essa sim tem sua dor e honra completamente modificado. Desastres aéreos me fazem lembrar meu pai que morria de medo desse meio de transporte. Como médico e pecuarista fazia uma comparação entre o gado sendo embarcado para abate, e os passageiros nos corredores de embarque dos aeroportos. No caso presente 149 pessoas embarcaram num avião comercial e um rapaz alemão de 28 anos, copiloto desse voo, prende o comandante do lado de fora da cabine e durante doze minutos, manualmente, faz com que aeronave se precipite contra as rochas dos Alpes franceses cometendo um genocídio. Muito ainda se falará sobre esse atentado. Livros, filmes serão produzidos. Novas regulamentações sobre o número mínimo de dois tripulantes que serão obrigados a permanecerem na cabine durante todo o voo, mas nada poderá evitar atentados criminosos, Meu pai tinha razão em temer aviões. Eu sou um louco de voar com a tranquilidade com que faço. Na grande maioria dos acidentes, a culpa, ou falha, é humana. A máquina quando bem revisada é muito segura. Não é fácil derrubar um avião. Mas contra a insanidade mental, ainda que ocasional, não há leis, dispositivos, testes psicológicos que possam evitar uma tragédia como essa.

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TRANSPARÊNCIA

É incrível como não conseguimos conhecer a nós mesmos, embora sempre estejamos tentados a achar que sim.
Ontem num comentário da amiga Professora Elza Gabriel da Silva ela deixou claro essa característica de enxergar em mim aquilo que teimo em não ver.
Lembrei-me imediatamente desse retrato que guardo carinhosamente na parede da sala. Foi um presente do amigo mais que especial, Eduardo Penteado Lunardelli, que assina no verso da tela CIMITAN, característico da região da Itália de onde vieram seus parentes longinquos. Por que lembro-me agora disso?
Porque à época em que fui presenteado com o retrato (2007) o amigo pintor executou o retrato baseado apenas em fotos dos blogs. Fiquei impressionadíssimo com a capacidade que ele teve de captar o momento de profunda depressão que eu atravessava à época, embora ele nunca tivesse visualizado uma foto minha naquele estado. Observando atentamente à tela, pode-se perceber um homem escondido atrás dos óculos tentando esconder de sí mesmo o estado lastimável em que se encontrava.
Somos transparentes, sim. E quem possui a sensibilidade para captar essas nuances devem ser celebrados.
Sempre grato ao amigo artista plástico. Salve, Eduardo Penteado Lunardelli, o nosso Cimitan.
Saiba mais sobre marcação no Facebook.

28.3.15

Hot Dog

 Corte as salsichas dessa forma, e cozinhe com tomate e cebola
 Tire o miolo de ambas as abas do pão
 Coloque uma salsicha em cada aba, com bastante molho onde foram cozidas
Pronto, um Hot Dog caseiro, passo a passo.
Piacaba 2015

Crônica diária






Onde anda o guarda-roupa vermelho?

Curiosamente, desde os dias que antecederam 13 de Março, a presidente Dilma não aparece em público com seus desafiadores e impositivos trajes vermelhos. Cansou da cor? Agora abusa do azul, do branco, e do preto. Nada de vermelho. Não consegue fazer o "mea culpa", porque sua índole de ex-guerrilheira  não o permite. Autoritária e personalista ouve seu "inventor", mas não põem em prática suas lições. É teimosa e empacadeira como mula do sertão. De uns dias para cá, tem pregado humildade, que a ninguém convence. Falsa como as cores que tem adotado ultimamente, com vergonha do vermelho, de quem abusou e ajudou tornar a cor da desgraça brasileira. O som das panelas continuarão a ser ouvido em todas as cidades do país, mesmo que ela se apresente de sandálias humildes e vestidona de azul. As passeatas, com milhões de brasileiros vestidos de verde-amarelo, continuarão, espontaneamente, a entoar o grito irreverente, mas bem humorado: Dilma vá tomar no c...

27.3.15

Eu

Por Maria Tomaselli 2013

Crônica diária



Bons escritores e chefs são do gênero masculino

Quando tenho defendido, com apoio da maioria honesta dos meus leitores, que os escritores, homens, são melhores que as escritoras, sou chamado de machista. E é preciso que se diga que os escritores fazem literatura, com personagens femininos, melhor do que as próprias mulheres. A líder dessa campanha contra mim, é a querida amiga, e conhecida artista plástica, Maria Tomaselli. Ela esta prestes a lançar um livro meio ficção, meio biográfico/familiar. Vamos conferir. Mas acabo de ler uma escritora mexicana chamada Guadalupe Nettel, e seu romance "O corpo em que nasci". Voltei a comprovar minha tese. É um livro escrito por mulher para um público, preferencialmente, feminino. Não vai aí nenhum demérito. As mulheres precisam entender que há metiês em que os homens se dão melhor. Por exemplo: chef de cozinha. A larga maioria dos melhores chefs do mundo são homens. Isso não quer dizer que as mulheres não saibam cozinhar. Sabem, e as vovós, e tias velhas, eram exímias cozinheiras. Mas ficavam por aí. E para provocar as feministas, conheço duas excelentes chefs mulheres, e que estão no mesmo nível dos melhores chefs que conheço, mas, por mero acaso, são gays assumidas.

26.3.15

Meats

Hambúrguer com outros acompanhamentos: bacon tomate...

Crônica diária

 O que vai acontecer com o Brasil ?

Agora posso responder a essa pergunta: "O que vai acontecer com o Brasil?". Ela tem sido feita por amigos que moram na Europa, e outros, que mesmo morando aqui, tem dúvidas para onde os movimentos de rua nos levarão. Já posso responder. Tendo participado da fantástica e memorável manifestação do domingo 15 de Março, e de muitas outras anteriores, arrisco afirmar que não derrubarão governo nenhum. Para que um governo caia é preciso mobilização permanente e contínua. Com isso não estou preconizando golpe. Era esse o mote da manifestação: "Fora Dilma". Na Primavera Árabe, como exemplo, o povo tomou as ruas e praças, e nelas ficou acampado, até o governo cair. Manifestações mensais, como as que ocorrem aqui, não derrubam governo. Pressionam, assustam, e influenciam os políticos, mas não tem o poder de derrubar o governo. Em junho de 2013 aconteceu um movimento inesperado e espontâneo, e o resultado nós conhecemos. O de 15 de Março será sucedido por outros já convocados para 12 de Abril próximo, e Greve Geral em 26 de Junho, mas não passarão de claras demonstrações de descontentamento, mas sem força para alterar as regras do jogo. Enquanto o povo não estiver disposto a ir, e ficar nas ruas, até a Dilma se convencer de que não tem mais condições de governar, tudo continuará como sempre foi. Toma lá, dá cá, com o PMDB e aliados, e nós vamos pagando a conta. Renan Calheiros e Eduardo Cunha, farinhas do mesmo saco, usam os movimentos de rua para se fortalecerem pessoalmente, e em nome da honra e independência do Congresso vão fazendo o jogo que lhes convém. Não o que necessariamente interessa ao país. A oposição dividida, como sempre foi, não tem coragem de tomar a liderança do movimento. Nem o povo quer líderes dessa categoria. E curiosamente os estudantes, que lutaram por vinte centavos, em Junho de 2013, não estão se manifestando pelos milhões da Petrobras, BNDES, Fundos de pensão, e outros focos de corrupção. Sem a participação maciça dos estudantes e operários, acampando e tomando as praças de Brasília, e das maiores cidades brasileiras, não haverá mudança séria, e profunda. Não discuto a oportunidade ou legalidade de manifestações como as que depuseram governos dessa forma. Mas afirmo que qualquer outra demonstração de descontentamento, mesmo levando dois milhões de duzentas mil pessoas às ruas, num mesmo dia, Brasil a fora, como aconteceu em 15 de Março, não vai resolver nossa crise política e muito menos a grave crise econômica. Foi por isso que escrevi: "Sangramento mensal pode gerar filho, mas não derruba governo." E parece que ninguém entendeu.

25.3.15

Meats

Hambúrguer do Meats

Crônica diária

 Águas-fortes cariocas

Roberto Arlt no ano de 1930 passou dois meses escrevendo crônicas para o jornal "El Mundo", da Argentina. Descreve suas impressões do Rio de Janeiro, comparando-a à cidade natal de Buenos Aires. Ele era tido, à época, como um cronista gaiato. Com poucos recursos intelectuais, quase nenhuma escolaridade, escrevia de forma tosca e popular. Chegam a compara-lo ao nosso Nelson Rodrigues e ao Sérgio Porto, indevidamente, apesar de que não foram contemporâneos. Como nunca havia saído da Argentina suas observações sobre o Rio são no mínimo curiosas. Comete pequenos equívocos nas informações e análises, mas dá uma ideia das cidades de Buenos Aires e Rio à época. Como literatura não recomendo, mas vale pela curiosidade de se revisitar o Rio sob o olhar de um "irmano" e seus conceitos.

24.3.15

Alô alô BRASIL :

SANGRAMENTO  MENSAL  PODE  GERAR  FILHO, MAS NÃO DERRUBA  GOVERNO. É PRECISO MOBILIZAÇÃO  DIÁRIA E PERMANENTE. Divulguem.

Meats

Um sempre bom cachorro quente

Crônica diária

 Eu girei
"Vuelta al perro" que segundo o escritor Cesar Aira é a expressão usada nas pequenas cidades argentinas para designar o "footing" na praça. Não sei se esse hábito perdura, mas em Cataguases, MG no final da década de 60, quando lá estudei, fazíamos no final da tarde de domingo o ritual das voltas na praça. Os rapazes e moças solteiras rodopiavam a procura de seus pares. Mulheres num sentido, os homens no sentido contrário para ao se cruzarem poderem flertar. Essa operação podia levar uma ou duas voltas ou a vida inteira. Antecediam à seção de cinema. Éramos tímidos e essa paquera, como se diz hoje, podia levar um bom tempo. Tudo era mais lento. Tudo era mais recatado. As moças, na sua maioria, eram virgens. Isso mesmo não se espante! Algumas eram experientes, mas não era permitida penetração. Valia quase tudo que não manchasse, irremediavelmente, a boa reputação. Isso é quase inimaginável nos dias de hoje. E olhem que não faz tanto tempo assim.

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