20.8.14

Norival R. Duarte

Norival R. Duarte amigo blogueiro dos velhos tempos, numa homenagem recente. Essa e outras caricaturas podem ser vistas no blog VÍTIMA DA QUINTA

Crônica diária

 Raiva e alegria

Um grande amigo me ligou que gostaria de passar uns dias aqui na Piacaba e perguntou até quando eu ficaria aqui. Disse a ele que viesse e que não tinha data para voltar a São Paulo, porque estava me dedicando inteiramente ao meu aquecedor, e a um esperado e futuro banho com água quente. Como resolvi a compra do diafragma me pus a procurar passagem entre as três principais companhias aéreas, para voltar junto com meu amigo. Quem determinaria o dia e hora seria o preço da passagem. Subiram muito nos últimos tempos. A desculpa era a Copa, mas perdemos de 7x1 e o preço continua nas alturas. Eis que de repente encontro uma passagem em promoção. Tento ligar para o amigo antes de comprar, mas o telefone estava ocupado. Perdi uns cinco minutos. Voltei para a tela da promoção e dei continuidade na compra sem a aquiescência do amigo. Na finalização apareceu um aviso de ERRO, e que a operação não pode ser concluída, e que tentasse novamente. Merda! Isso é muito comum. Voltei a chamar o telefone do amigo que continuava ocupado. Que se dane. Vou comprar assim mesmo. Quando volto a acessar a mesma companhia não havia mais passagem na promoção. Não acredito. Não faz dois minutos e acabou? Xinguei minha má sorte. Consegui falar com o amigo e lamentamos a perda da oportunidade. Mas voltei novamente às compras. Todas as companhias e todos os dias e horários os preços eram quatro vezes maior do que o da promoção. Comprei para um dia depois daquele da promoção, pela mesma companhia aérea. Lamentado muito, é claro. A compra se processou normalmente com sucesso. Duas horas depois abri minha caixa de correspondência e fui surpreendido com dois e-mails de notificação de compra de passagem. Como assim? Isso mesmo, as duas compras tinham sido efetivadas com as respectivas senhas e tudo. Não consegui evitar uma gargalhada. Eu que xingara a companhia por ter perdido a passagem promocional, fui o último a adquiri-la. Aí foi só ligar para a companhia, relatar o ocorrido para eles, on line, estornarem  o débito da passagem cara, e cancelarem a compra. Fui dormir feliz. Com o diafragma comprado e a passagem baratinha. Agora só falta o Aécio ganhar.

19.8.14

Zazá Do Val

Zazá Do Val, minha amiga de caminhadas, e leitora atenta das minhas crônicas diárias.

Crônica diária

Um cronista sujo

Tudo na vida de um cronista é motivo para cronicas. Desde os assuntos mais relevantes como uma campanha presidencial, até o defeito no diafragma do aquecedor a gás. Aqui na Piacaba ( Imbituba, SC) onde moro o inverno chegou tarde e com rigor. Tem feito 8, 9 e 10 graus de madrugada. E é nessas horas que o aquecedor pifa. Quando mais se precisa dele. Imbituba, cidade pequena tinha dois técnicos em aquecedores. Um brigou comigo, não sei até hoje por que, o outro morreu. O filho herdou a oficina mas mudou-se para Tubarão. Fiquei praticamente na mão. Assim mesmo com alguns dias de demora, e eu sem banho, o Adilson veio consertar o aquecedor. Era o diafragma que havíamos trocado há dois anos e voltou a estragar.  Acontece que as lojas que vendem essas coisas aqui na vizinhança não tem mais esse modelo de diafragma. Querem me vender um aquecedor novo. Ficaram loucos. O meu tem mais de cinco anos de uso mas esta em ótimo estado. Com um diafragma novo dura no mínimo mais dois anos. Mas aí é domingo, e eu sem banho, e só na segunda feira consigo falar com as autorizadas. Não tem no estoque, mas podem encomendar para a fabrica. Mas quatro ou cinco dias sem banho. Aqui tudo é longe. Oitenta quilômetros para Florianópolis, mais trinta e cinco para Tubarão, contando ida e volta são mais de duzentos e vinte quilômetros de estrada. Tudo por conta de uma pequena peça de um aquecedor. E uma semana sem banho. Eu não mereço.

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Eduardo Penteado Lunardelli Lamberto Wis, perfeita suas considerações. Marina como senadora era útil, principalmente rompida com o PT, mas será ir longe demais chegar à Presidência. Ela é muito radical, e não terá condições de criar uma base sólida no congresso. Pode criar o caos, com seu governo, e tendo o PT e PSDB como adversários políticos ter seu mandato caçado repetindo a história do Collor às avessas.
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18.8.14

Cassio Penteado

Caricatura do leitor e primo Cássio Penteado. Essa e outras 633 caricaturas podem ser conferidas no meu blog VÍTIMA DA QUINTA

Crônica diária

 A eleição sem Eduardo Campos

Ainda é muito cedo para qualquer previsão mais abalizada. Há pesquisas por telefone, há muitas manifestações nas redes sociais, mas nada ainda pode ser considerado uma realidade eleitoral. O quadro das próximas eleições esta definitivamente diferente do que existia no início da semana passada, e certamente dentro de mais uma semana, já com as campanhas na TV, teremos oportunidade de ir definindo (temporariamente) o resultado do primeiro turno. Isso já é bastante se pensarmos que até a semana passada não se tinha certeza se haveria segundo turno. Agora sabemos. Pode ser que a Dilma vença no segundo turno, mas já não será tão fácil quanto o PT supunha. O grande e novo problema é se a disputa ficar entre Dilma e Marina. Aí estamos fritos. E nós que apoiamos o Aécio teremos dificuldade de votar na Marina, imagine na Dilma! A perda do jovem e promissor candidato Eduardo Campos nos levará para um impasse complicado. Mas agora ninguém pode dizer que as eleições não vão ser animadas. Com o início da campanha na TV iremos tomar a temperatura dos candidatos e os IBOPE´s da vida vão mostrar como o povo brasileiro se comportará nessa complicada eleição. Voltaremos muitas vezes ao tema. Por ora resta rezar, rezar e aguardar um milagre. Como não acredito neles, me resta pouco.

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Gustavo Alvarez disse...Oi Edu,
Essa moça, a atriz Dandara de Morais, que protagoniza o filme Ventos de Agosto, trabalhou na Rede Globo na série Malhação. Em um dos nossos bate-papos informais, como aquele que fizemos Du, ela me contou que, na época, havia uma comunidade no (quase)extinto Orkut onde outras moças com perfis falsos postavam as mais abjetas e preconceituosas atrocidades a respeito dela.
Bem, resultado. No meio da temporada ela foi dispensada, atropelada grávida por uma ambulância. (tratavam o tema da gravidez na adolescência)
Ela nem se importou. Seguiu firme como moça de caráter, consciente de qua havia feito tudo que estava ao seu alcance. Demonstrando a firme personalidade do nosso povo nordestino.
Agora, alguns anos depois, ela aparece em Locarno, Suíça, em um festival de cinema que é o quarto maior da Europa, estrelando um filme que representou nosso país aos olhos do mundo.
Grande exemplo a ser seguido, a jovem Dandara.

Nota: O filme brasileiro ganhou Mensão Honrosa no Festival de Locarno
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 Cassio Penteado Muito bom
Vc faz otimas caricaturas !!!

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17.8.14

Outra coisa que sempre gostei

Arquitetura e casas modernas, contemporâneas, experimentais ( http://thestwrd.com/ )

Crônica diária




Já tinha escrito minha crônica de hoje quando fiquei sabendo que o PSB já definiu como seu candidato à presidência da República o nome de Marina Silva da Rede de Sustentabilidade. O vice ainda não foi escolhido. Será um nome do PSB. Minhas especulações sobre a improvável indicação da viúva do Eduardo Campos para substitui-lo, não chegou a ser cogitada, pelo que sei. Seria uma chapa muito mais forte e emocionalmente impactante. Agora com Marina como candidata minhas considerações são mais pessimistas. Há risco de um segundo turno, e até risco de vitória, que a meu ver seria um segundo desastre.  A queda do avião ceifou a vida de um dos melhores e mais promissores políticos da nova geração. Marina é uma ecologista e política radica. É aberta e desassombradamente contra o agro negócio, esteio de nossa frágil economia. Radical como é, chegando a vetar o apoio do PSB ao candidato a governador do deputado ruralista Ronaldo Caiado, também um radical. Partidos e políticos sem uma sólida e ampla base no Congresso não tem condições de governar este país continente. Uma frágil filha de seringueiro não tem estofo para administrar esta nação. E não leiam aí nenhum preconceito. Sou um admirador da senadora. Mas daí, a presidente do Brasil, o passo é muito largo.  Meu candidato continua a ser o Aécio, mas a luta me parece árdua e perigosa. Há um contingente de jovens eleitores insatisfeitos com o PT e com o PSDB. Com o velho. A terceira via, e o novo,  pode ser a bola da vez. E com ela muita coisa inesperada poderá surgir no horizonte político brasileiro. Inclusive o caos.

Comentários que valem um post

Lunardelli Antonio Ciao Edoardo come stai? sei sempre un grande, ricambio volentieri un forte abbraccio
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  lis deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bob Thompson":

Um sorriso que parece de retrato.Perfeito, Eduardo.
Parabéns _ ficas cada vez melhor nas Artes.Todas elas !

Postado por lis no blog VITIMA DA QUINTA em 16 de agosto de 2014 01:02 
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  Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Não sabia que se chamava "estepe", nem se entende porquê?!

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em sábado, 16 de agosto de 2014 08:30:00 BRT 

Jorge olha só porque se chama ESTEPE: 
O termo vem da palavra inglesa step, uma abreviação de Stepney, que era o nome da rua onde se localizava a oficina que fabricou as primeiras rodas sobressalentes, a Stepney Motor Wheel Co. O estepe foi criado pelos irmãos Walter e Tom Davies,em Pembrokeshire, País de Gales. A invenção foi patenteada em 1902 e era exportada para o mundo inteiro. A empresa fabricava cerca de 2 mil rodas reservas por mês.


Jorge respondeu:
"Nem nos meus melhores devaneios lá chegava. Só conhecia a estepe (tipo de vegetação lá para a Sibéria). Agora o estepe!!! Mais uma armadilha da "língua comum".
Por cá somos menos inventivos. Segue o excerto do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa (que pelos vistos também não sabe do estepe):
Trata-se realmente de um pneu suplente (ou de reserva), mas a designação dele é sobressalente (ou sobresselente). O termo suplente serve para quase tudo, nomeadamente seres humanos, enquanto sobresselente se utiliza para peças de substituição, especialmente o pneu que vai, regra geral, guardado num espaço da bagageira até ao dia em que um dos pneus que rolam se fura, rebenta, desgasta sem remédio, etc. Claro que, se alguém lhe chamar suplente, toda a gente entende, mas a designação é sobresselente (ou sobressalente). Em Portugal, utiliza-se mais a forma sobresselente, e, no Brasil, sobressalente. Significa «que ou o que sobressai ou sobeja»; «que ou o que está a mais e é próprio para suprir faltas»; e, ainda, «que se tem de reserva para substituir outro avariado ou gasto pelo uso (diz-se de acessório ou peça)» (in Dicionário Eletrônico Houaiss).
Abraço sem estepe,
Jorge"
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16.8.14

67º FESTIVAL DEL FILM DI LOCARNO, por Gustavo Alvarez Perez ( "Papagaio Mudo")





Gustavo Perez
"Bem, há mais ou menos um ano atrás eu conversei com o diretor de cinema Gabriel Mascaro por conta de uma entrevista que fiz com a atriz e bailarina Dandara de Morais que havia citado sua participação no filme Ventos de Agosto.
O Gabriel é um cara muito criativo que supera expectativas em suas produções. Sempre de extremo bom gosto na escolha das locações e na escolha e desenvolvimento dos roteiros, ele é um dos diretores da nova geração que merece atenção especial. Ele desenvolveu um estilo próprio de filmar que entusiasma pela qualidade das filmagens. Dirigiu vários filmes que mesclam o gênero documental e ficcional, e se difere dos demais diretores da nova geração por esse estilo inovador. Naquele momento Mascaro se furtou a dar-me informações sobre o filme que estava na última etapa, sendo finalizado.
Hoje, nas primeiras horas do dia eu conversei com meu amigo Daniele Caldelari, cameraman da RSI (Radiotelevisione Svissera Italiana), e ele me contou tudo sobre o evento que reúne pessoas do mundo inteiro.
Eis que repente, Locarno chega para confirmar o eminente “cinema regional” vindo do Brasil com a exibição da primeira ficção assumida de Gabriel Mascaro, video-artista documentarista cujo filme Domésticas foi exibido no Indie em 2013.
Ventos de Agosto mostra um cenário inóspito e desertificado. O filme é também um olhar para uma comunidade que sobrevive como pode. Em Ventos de Agosto, Mascaro dirige atores não profissionais em uma história totalmente ficcional, levantando questões de progresso e comunidade de maneira que faz alusão ao Apichatpong Weerasethakul (diretor de cinema, do cinema independente tailandês) e Glauber Rocha.
Em Glauber, Mascaro vai buscar a atenção e a sensualidade com que filma os corpos e a selva, o mar e a terra, e a ideia de um “paraíso” que só não é perdido porque nunca foi encontrado – mas que desaparece assim que é identificado enquanto tal."

 Daniele Caldelari , amigo do Gustavo Perez
Melanie Griffith e  Daniele Caldelari é cameraman da RSI (Radiotelevisione Svissera Italiana)

67º Festival de cinema de Locarno
 Cartaz do filme de Gabriel Mascaro, VENTOS DE AGOSTO, estrelado pela atriz 
DANDARA DE MARAIS
Texto e fotos enviadas por Gustavo Alvarez Perez

Crônica diária

"À propos de rien"

Não sou um bom viajante de navio. Enjoou só de pensar. Fiz na vida umas três viagens com eles. Antigamente balançavam mais. Os mares continuam os mesmos. Mas os navios possuem estabilizadores que fizeram a diferença. Antes era só Dramin contra enjoou, e dava um sono danado. Hoje (e já faz alguns anos) há pulseirinhas vendidas a bordo que dizem diminuir o maléfico efeito dos mares revoltos. Mas a única recordação que guardo dessas fatídicas viagens foi a inusitada troca de colchões que assisti num dos portos que paramos para abastecimento. O nosso navio era grande, dessas companhias internacionais de turismo, e numa das escalas técnicas trocaram os colchões das centenas de cabines. Eram muitos caminhões com colchões novos sendo embarcados, e igual número de usados sendo levados para a frota de caminhões. E não eram velhos como costumamos chamar aqueles que temos em casa, há mais de dez anos, e insistimos em vira-los de bruços e achar que podem durar mais um pouco. Eram semi novos, em ótimo estado. Essa história  " à propos de rien"...me fez lembrar outra menos marítima mas igualmente inusitada. Fui trocar os quatros pneus carecas do meu carro, que nunca haviam sido substituídos pelo estepe. O vendedor estranhou eu estar trocando só os quatro carecas. Perguntei por que? E ele com toda a autoridade de um bom vendedor de pneus decretou: " O seu estepe, mesmo sem nenhum uso, esta com o prazo de validade vencido." Não acredito numa coisa dessa. Que extintor de incêndio tenha validade vá lá, mas pneu estepe? Mas só troquei os quatro. Muitos anos depois vendi o carro com um pneu no estepe com as farpas de borracha nova, sem uso, mas vencidas.

Comentários que valem um post

JG deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Há duas versões cinematográficas desse belo romance: a primeira, de 1962, realizada Stanley Kubrick, uma obra prima frequentemente reposta nos canais de cinema da televisão; a segunda, de 1997, realizada por Adrian Lyne, que quase passou despercebida. A visualização dos filmes é muito interessante para quem lê o livro. sobretudo o filme de Kubrick em que a imagem de Lolita virou icone .
Postado por JG no blog . em sexta-feira, 15 de agosto de 2014 15:17:00 BRT 
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  • Cassio Penteado Também recomendo o filme original seguindo o Henrique B. Larroudé. Em relação a esses "livros proibidos", tenho uma estória parecida com a sua: entreouvindo uma conversa dos adultos, mencionaram o Trópico de Cancer escrito pelo Henry Miller. Atiçou minha curiosidade e tempos depois fui ler e, de fato, era um livro, digamos, "pesado". Em seguida, li a trilogia Sexus, Nexus e Plexus, e, muito mais tarde, viajando de carro pela California, paramos em Big Sur onde Henry Miller morou.
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    Henrique B. Larroudé Sugestão: depois que terminar o livro, assista ao filme do mesmo nome de 1962, de Stanley Kubrick, com James Mason e Sue Lyon nos papéis principais, e com Shelley Winters e Peter Sellers em papéis coadjuvantes. https://www.youtube.com/watch?v=Upj2gDd6-7w
    Stanley Kubrick's, "Lolita' 1962
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15.8.14

Cenoura

E.P.L. 2014

Crônica diária

Lolita

Vladimir Nabokov ( 1899 -1977) foi um escritor russo que escreveu seus primeiros nove romances em russo e só chegou à fama internacional, como um mestre estilista de prosa em inglês a partir de 1940, quando vai morar nos Estados Unidos. Lolita publicado em 1955 é frequentemente citado entre seus romances mais importantes e é o mais conhecido, apresentando o amor por intrincado jogo de palavras e o detalhe descritivo que caracteriza todas as suas obras. O romance foi classificado na quarta posição na lista dos 100 melhores romances da Modern Library.
Quando Lolita foi publicado em Inglês eu tinha 12 anos de idade. Minha mãe se chamava Heloísa, e os muito íntimos a chamavam de Lolita. Houve um  evidente constrangimento com a coincidência do apelido e o título da obra que causou escândalo na época. Sempre ouvi falar desse livro entre sorrisos maliciosos ou confessada vergonha. Ele nunca entrou em nossa casa. Agora aos setenta anos estou lendo o famoso Lolita. Todos os méritos literários do autor, muito festejado em vida, pude constatar nas suas descrições quase monossilábicas, de uma concisão e perfeição únicas. Foi inovador. Sua visão crítica sobre a América e seus hábitos e costumes é extraordinária.O tema central do livro: pedofilia, fica em segundo plano, diante da literatura magistral do narrador. Se em 1955 vários editores se recusaram publica-lo por considerarem pornográfico, hoje o tema é politicamente incorreto, e a pedofilia crime hediondo. É desconfortável e nada erótico, mas vale pela viagem pelos Estados Unidos da década de 50.  

Comentáqrios que valem um post

João Menéres disse...
Dois meses atrás, tive que ir a um notário fazer a escritura de um contrato.
Pois bem, duas das paredes da sala estavam forradas de papel cujo motivo decorativo eram livros encadernados !
Adequava-se aquele ambiente.
E dei por mim a percorrer constantemente tão extensa "biblioteca".
Não dava status ao notário, mas achei que se apropriava perfeitamente.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014 06:23:00 BRT
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 Jacinto Gomes Eu gosto de estar rodeado de livros. Tenho-os em estantes que cobrem as paredes, empilhados em cima de cadeiras, em gavetas, por todo o lado. Além do prazer de os ver, ainda decoram a minha casa. Um dia destes vou ter que comprar uns morcegos, como diz o Jorge Pinheiro. São a melhor protecção para livros. As nossas bibliotecas antigas, por exemplo a do Palácio de Mafra ou a Biblioteca Joanina têm morcegos que comem os insectos destruidores de livros. As mesas, à noite, têm que ser cobertas para evitar que o guano desses mamíferos voadores não estrague o mobiliário. E esses morcegos são responsáveis pelo bom estado de conservação de livros a maioria deles centenários.
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Excluir

14.8.14

Já passei por essa

Foi em 1968 quando comprei um barquinho a vela e resolvi me aventurar. Quase morri, se não fosse um barco amigo me ter salvo. É apavorante. (  http://thestwrd.com/ )


Crônica diária








 Fotos da internet
Status ou cultura?

Minha amiga de caminhadas no Jockey, há muitos anos atrás ( onde o  ex-prefeito de São Paulo, Pita que era vivo, também corria naquela época), reagiu de forma contundente quando escrevi numa das crônicas recentes que o livro pode ser tão bonito que serve para além de ser lido para dar status aos seus possuidores, até como um objeto decorativo. No caso era o livro do Jorge Pinheiro, "Post it."  Zazá Do Val  comentou: Livro dá status ?!? Achei que dava cultura, rss Uma semana depois encontrei as imagens que ilustram esta crônica e que por si só se explicam. Nem era nisso que estava pensando. Já vi livros serem vendidos por metro para decorar estantes e bibliotecas, já vi mesa de centro usando livros como os pés da mesa, já vimos livros enfeitando consoles e mesas de centro em muitas páginas de revista de decoração. Mas como estas ainda não havia visto. Lembrei de você minha cara Zazá do Val. Você duvida que livros de status?

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