23.11.14

Cores em cachos

As cores mágicas das sementes da palmeira imperial. Nu deitado no lado esquerdo- Nov 2014

Crônica diária

 Heranças

Quando se fala em heranças sempre se pressupõe valores positivos, imóveis, ações, jóias e etc... Mas há também heranças malditas. Quando os antepassados  não honraram o nome, por exemplo, os herdeiros carregam a má fama, sem nenhuma responsabilidade, culpa, ou motivo.  Filhos e netos de bandidos, políticos safados, condenados famosos, carregam, sem culpa, essa carga negativa. São as heranças malditas. Pelo contrário, quando os antepassados deixam um nome e história honrada, seus descendentes usufruem, também sem nenhum mérito, desse capital. O pior que pode acontecer para quem herda  uma fama injusta, equivocada, enganosa, é que não há nada que se possa fazer para reverter essa imagem. Meu avô por parte paterno foi um imigrante italiano, pobre, que se fez na vida com trabalho duro, honesto e grande visão comercial. Ficou conhecido pela retidão e generosidade. Recebeu do irmão, a título de pagamento de um empréstimo, uma área de terra que veio com uma demanda sobre uma das suas divisas. Essa demanda levou muitos anos da sua vida e acabou morrendo sem ver seu fim. A disputa na justiça consumiu a vida de oito dos seus nove filhos. Na parte contrária os autores também faleceram. Os herdeiros de ambos os lados da contenda foram criados ouvindo versões. Sobre as que tocaram ao meu avô e minha família são completamente infundadas. Do nosso lado também sempre ouvimos que o litigante era no mínimo um mal intencionado. Hoje como segunda e terceira geração nos cabe administrar essa parte onerosa da herança. Ódios e ressentimentos de parte a parte. Quase uma centena de anos de recursos, pareceres, laudos periciais, dezena de volumes de um processo que passou por várias instâncias judiciarias, desembocam em herdeiros que não tem a menor ideia dos fatos originais. Nem ideia, nem culpa, mas carregam inocentemente as consequências.

Fariman H Rassouli

Fariman H Rassouli

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 Fariman H Rassouli :))))))))))) Thank you very much Eduardo!!!

Fariman H Rassouli Thanks again Eduardo,much appreciated !!!

22.11.14

Nu entre flores

Jardim da PIACABA - Novembro 2014

Crônica diária



Factótum 

Há palavras que representam funções, atividades que por estarem fora de moda ou em desuso, também são quase esquecidas. Como no passado haviam as línguas mortas, hoje continuam havendo palavras semi mortas. Factótum é uma delas. Usava-se para designar a pessoa que exercia todas as funções. Com a especialização foram acabando os factótuns. Aquelas pessoas coringa de mil e uma utilidades.  Hoje, com essas características, sobrou só o Bom-Bril, aquela palha de aço do rótulo oval em vermelho.

José Edgard da Cunha Bueno

José Edgard da Cunha Bueno

21.11.14

Comidinhas da PIACABA

Galeto com cebola e purê de batata doce e bacon

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  • Joarês Costa Costa Caro Eduardo Lunardelli, ou LUNARDELLI, como o chamávamos nos tempos do Colégio de Cataguases. Adicioná-lo como amigo aqui no Face? Sim, claro. Disse, aqui no face, porque, embora já tendo se passado mais de cinquenta anos da honra de tê-lo como estudante e de ter tido oportunidade de tê-lo como aluno, sempre o considerei como amigo, em razão de seu comportamento exemplar nas aulas de inglês. Li, com a devida atenção sua crônica "entre umas e ostras". Trouxe-me à memória, a figura mítica do Professor Gradim, emérito professos de português, que também foi seu professor, em razão de você saber imprimir no que traduz em palavras, fluência, poesia, bom português, dentre outras qualidades do excelente literato que sua escrita revela. Ele, Gradim, se vivo fosse, estaria se expressando sua alegria em ter contribuído para a sua formação literária, poética e de fluência fácil, como era do gosto do Gradim, nosso GRANDE MESTRE. As amizades verdadeiras, forjadas nas jornadas propiciadas pelo aprendizado ficam para sempre, retidas em nosso âmago, prontas para reviver e reverenciar tempos que tivemos a oportunidade de conhecer pessoas que, embora ainda muito jovens, já demonstravam educação esmeradas, amizades que, não importa o tempo em que se iniciaram, eis que, prontas a eclodirem. Sinto-me honrado, caro LUNARDELLI, em receber sua solicitação e muito feliz em razão de tê-lo no meu ideário de professor. Bem vindo. Abraços.



    Joarês Costa Costa A crônica tem esta indiscutível qualidade de ter princípio, meio e fim, conduzindo os leitores ao deleite de ir sorvendo cada um dos detalhes sugeridos com precisão cirúrgica pelo autor. Parabéns.


    **************************************************
    Jorge Pinheiro As ostras fazem sempre lembrar o sexo das mulheres. Talvez por isso sejam afrodisíacas.

    Joarês Costa Costa Percebe, caro Lunardelli, como o onde sua crônica vai conduzindo cada um dos leitores. Veja a bela interpretação do Jorge Pinheiro. *********************************************

Israel Kislansky

Israel Kislansky

Crônica diária : A vantagem da idade


"Mesmo que fosse capaz, quando jovem , de fazer aquilo que faço hoje, embora na juventude tivéssemos tido esse desejo- e era bem isso o que então sonhava- eu, não teria tido a coragem". Matisse ( Hilary Spurling). Estou metido nas 590 páginas, com capa dura e fitinha azul como marcador, da biografia do artista Henry Matisse. Essa frase, a ele atribuída, poderia ter sido dita por qualquer um de nós, homens e mulheres maduros. Quantos de nós só tivemos coragem de fazer o que fazemos hoje, embora na juventude tivéssemos tido esse desejo. Esse talvez seja a única vantagem, se é que é, de se ter mais idade

20.11.14

India da minha infância

Esse monumento na praça das Guianas faz parte da minha infância
2014

Terceira postagem do VARAL

21.11.06

Esculturas

42 x 15 x 13 cm - 2005 - argila/cimento/vermiculita

43 x 19,5 x 16 cm - 2005 - argila/cimento/vermiculita

57 x 25,5 x 22 cm - 2005 - argila/cimento/vermiculita
30 x 21 x 24 cm - 2005 - argila/cimento/vermiculita
4 comentários

Crônica diária




 "Entre uma e ostras"

Esse era o nome do Motel: "Entre uma e ostras". Ficava na ponta da pequena praia, ainda meio deserta. A faixa da marinha, com vegetação abundante separava o motel de um condomínio de muros altos. A privacidade de quem estava fora, na praia, em frente ao mar, era total. Uma varanda sombreada com mesinhas de bar de praia, convidava os visitantes a provarem ostras e bebericarem vinho branco com nacos de pêssegos, in natura, com muito gelo. Chamam essa bebida de Clericô, nas praias de Punta del este. Dentro do condomínio as famílias não enxergavam o mar, por causa dos altos muros de pedra. Não viam as ondas verdes espraiando-se em espuma branca. Só ouviam o barulho do mar. Não viam as lindas mocinhas mostrando os seios para o sol. Tostavam-se semi nuas. Elas certamente faziam parte do convidativo nome do Motel. Elas deviam ser "uma". As ostras eram mais explicitas.

Eloisa Mahfuz Toldi

Eloisa Mahfuz Toldi e outras 681 caricaturas estão no blog Vítima da Quinta

19.11.14

Vinho nas alturas

2014, rua Estado Unidos, SP

Oitavo aniversário do VARAL

Hoje o Varal completa OITO longos anos de postagens diárias. Talvez com essa marca seja único na blogosfera.

19.11.06


PIACABA conectada com o mundo


O dia 19 de Novembro de 2006, dia dos aniversario dos meus amigos Francisco Coelho e Alberto Leite do Canto, será comemorado como o ANIVERSARIO deste BLOG.
Hoje, sob forte chuva, na PIACABA, criamos este espaço de debate e discussão de idéias.
A praia de Ibiraquera, apesar de ter um visual estonteante, é muito deserta e distante de tudo deste mundo, dito civilizado. Piacaba, do tupi-guarani: MIRANTE, MIRADOR, LUGAR QUE SE AVISTA , é o nome de nossa casa-estudio. Apesar de internet, telefone, radio e TV , cartas só na caixa postal do correio de Imbituba. Jornal e revista só pela mídia eletrônica, e noticias locais via radio pião. Falta gente para troca de idéias, bater papo, e sobra surfista e moçada sem compromisso com papo cabeça! Daí a idéia de se criar este espaço. Vamos ver o que acontece. Está lançada a ponte entre PIACABA e o MUNDO.

VARAL Informa


A Escolinha Arvoredo , de GAROPABA,SC com 35 crianças e alunos de 2 a 6 anos de idade, estiveram dia 17 de Novembro fazendo uma tarde de ARGILA, PINTURA e TEATRO no estudio de ESCULTURA da PIACABA.

Sob o comando e direção da professora JULIANA ALCIDES PEREIRA , e professoras Edisia, Rose, e Jaqueline as crianças fizeram trabalhos com argila, pintaram em papel, e representaram uma peça infantil ao som de musica própria.

Seus desenhos e pinturas ficaram expostos no VARAL do estudio.
Eduardo apresenta aos alunos, a escultura de Yonoye Baku (Japão), denominada "SAMURAI", esculpida em mármore do Espírito Santo.
Peça representada pelos alunos da Escolinha Arvoredo, Garopaba, SC.

Cinco dias de VARAL ...

Paulinha Leite do Canto comemora cinco dias da criação deste blog, que é TOTALMENTE de sua autoria.Vamos "esticando" este VARAL .... ( Foto Chico Coelho)

Agradeço a todos que nos acompanharam em alguma parte dessa trajetória.

Crônica diária

O bacalhau do mercadão
Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

O  Walter De Queiroz Guerreiro ao comentar sobre um título de crônica dias atrás me sugeriu este: "O  bacalhau do Mercadão". Falávamos de indulgência intelectual, e de colocar ou não azeitonas no pastel da Martha Suplicy.  Humor inteligente é isso. As pessoas captam nas entrelinhas, no não dito ou escrito, o espírito da coisa. Mas o Mercadão, como é conhecido o Mercado  Municipal de São Paulo, na rua Cantareira, no centro,  é uma das boas referências culturais e gastronômicas da cidade. Além de sua arquitetura,  idealizado por Francisco de Paula Ramos de Azevedo, responsável também pelo Teatro Municipal e pela Pinacoteca, o prédio chama a atenção não só de turistas, mas também de profissionais e estudantes da área. Seus famosos vitrais foram importados da Alemanha, e versam sobre a agricultura e a  agropecuária. São quase 300 barracas com produtos variados e entre eles ótimos bacalhaus importados. Sem cabeça como manda a lenda. Mas tem também um sanduíche de mortadela que é famoso. Vale a pena experimentar.

Fausto Ivan

Fausto Ivan e outras 682 caricaturas estão no blog Vítima da Quinta

18.11.14

Colagem/Grafite

Alameda Lorena, 2014

Crônica diária

Competição de eficiência

No Brasil dois órgãos disputam o título de mais eficientes. A Polícia Federal, e as organizações criminosas. Todos os dias a Polícia desbarata quadrilhas de mal feitores. Operações com nomes de tornados, ou outros menos sutis, são desencadeadas diariamente. Tudo devidamente filmado e noticiado. Crimes incríveis. Coisas que só inventam em nosso pais. Acabam de clonar chips de cartões de crédito. Invioláveis em todo mundo, aqui foi banalizado. A Polícia prende em mega operações. As cadeias já lotadas de corruptos do PT, acabam não tendo onde colocar tantos bandidos. A justiça manda soltar. E a ciranda continua. Mas é bom lembrar que tem um outro órgão federal com competência e ganância similar: a Receita Federal. Aquele do leão. E como o brasileiro é ufanista, já pode se gabar de ter a melhor Polícia e Receita Federal, ao lado das melhores organizações criminosas do mundo, já que o futebol passou para a segunda divisão.


Eberhard Lange

Eberhard Lange

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Walter De Queiroz Guerreiro da etimologia : garder ( francês = vigiar), por sua vez do alemão antigo wardon,warden=proteger, na raiz indo européia wer= perceber, algo que deveríamos fazer sempre para existir como seres pensantes, uma grande crônica meu caro amigo, para ser notada.

Jacinto Gomes Em Portugal ainda há guarda-mor (chefe dos guardas ou empregados subalternos, ainda município de Minas Gerais, Brasil), guarda-rios (pequena ave que vive junto aos rios ou lagos), guarda-redes (jogador de futebol que defende a baliza) e guarda-fato (móvel para guardar roupa de pendurar). Guarda-livros é ainda o nome para uma profissão cujo nome caiu em desuso. Será o actual empregado de escritório ou funcionário público. Mas realmente é como você diz: bom mesmo é guardar na memória ou no coração. Faz bem à alma e torna a vida mais saborosa.
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17.11.14

Grafite/colagem

Lorena, SP, 2014

Crônica diária

 Guardados

Guardar dados não é exatamente guardados, mas guarda-los é tê-los em segurança. Guarda chuva, guarda sol e guarda pó, ao contrário do que enunciam, repelem e protegem ao invés de guardar. Guarda comida, guarda louça, esses sim guardam o que anunciam. A Guarda é uma cidade portuguesa com 42 541 habitantes, e em Santa Catarina há duas praias com guarda no nome: A Guarda do Embaú, e a praia da Guarda em Florianópolis. Guarda livros diz logo a que serve. Ao contrario de guardanapo que enganosamente não é a junção de guarda mais "napo", que não existe em nossa língua. Melhor seria chama-lo de guardanaco, nos referindo a "nacos", ou detritos de alimentos. Guarda peito não é soutien , mas a proteção de terraços. A guarda dos filhos, uma circunstância prevista no código civil. Guarda noturno aquele que dorme de dia e trabalha a noite. Às vezes dorme também. O ato de guardar pode ser entendido como colocar na gaveta, no cofre, no arquivo. Mas se pode guardar na memória ou no coração. Quando é neste último é gratidão.

Dominique Straus- Kahn

Dominique Straus-Kahn e outras 682 caricaturas estão no blog Vítima da Quinta

16.11.14

Borboleta

Piacaba  2014

Crônica diária




Balanço dos 71


Desde muito jovem pressentia que não iria viver muito. Sempre tive um intestino muito delicado, depois fui uma criança muito magra, com sistema digestivo muito frágil, problemas na vista, em fim, achei que não duraria muito. Ontem completei setenta e um anos. Muito acima de qualquer expectativa. É verdade que tive muita sorte esses anos todos. Todas as doenças que contraí, com exceção da malária, que quase me matou, as outras foram diagnosticadas precocemente. Isso fez sempre a diferença. E na verdade  me sinto no lucro absoluto. Amigos íntimos como o José Roberto Noronha, colega do colégio de Cataguases, que nos deixou na casa dos trinta anos, fizeram muita falta. Como ele, quantos já não se foram completamente fora de hora. E continuo tendo a impressão de que não ficarei para semente, como dizia minha mãe, quando o camarada queria viver muitos anos. Acho até uma vantagem morrer enquanto tem gente da nossa geração para lembrar de nós. Triste é ficar por ultimo. Ao enterrarem ninguém sabe o que esse velho foi ou fez na vida. Aproveito para agradecer aos amigos que se manifestaram aqui, por e-mails e telefonemas. A todo meu muito obrigado.

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