29.7.14

Hamer

Sam Weber- Hamer for Reb. Oil on Board.

Duas boas notícias

Lembram dessa imagem? Há sessenta dias mais ou menos sofri uma cirurgia para retirada de um carcinoma invasivo no alto da cabeça. 60 pontos e uma cicatriz enorme. Pois é, uma das boas notícias é que não restou nem sinal da operação. Vejam a careca abaixo:


 E a segunda boa notícia é que o Caio, pai da Lara, neta da Paulinha deixou eu carrega-la por alguns minutos. Uma lindeza de criança. A cara da Mariana Pitteri, sua mãe. Fotos Paula Canto.

28.7.14

Casa da Rosa e Paulo

Sábado na casa do Paulo e Rosa. Quita Mastrobuono, Paulão Pessoa e  Paulinha. A foto é minha.

Crônica diária

 Gaza, Dunga e de Gaulle

Depois da ressaca dessa Copa da Fifa, a vida tenta voltar ao normal, com as mesmas características de um mês de férias e o primeiro dia de trabalho, ou ainda como uma segunda feira depois de um fim de semana prolongado. A rotina é mortal. Mas a realidade da vida se impõe. Aviões de passageiros são derrubados, Israel é obrigada a se defender atacando Gaza, matando civis que os terroristas usam para se proteger. Fatos altamente lamentáveis. Mas ouvir da esquerda brasileira, inoculada pelo vírus do ódio, vociferar contra Israel, que não faz outra coisa que se defender, é igualmente lamentável.  Mas há outra mesmice na ordem do dia: apresentação do novo técnico da seleçãozinha brasileira. Dunga. Não é preciso dizer mais nada. A CBF e os cartolas não ouviram as vaias e vozes das arenas. Como o governo não ouviu, e portanto, não entendeu o recado das ruas em junho de 2013, os homens que comandam o futebol brasileiro também não perceberam nada. Vamos considerar o "apagão" do jogo contra a Alemanha  um fato isolado, superado, e tapar o sol com peneira grossa. Estamos no Brasil e o velho Charles de Gaulle tinha razão.

Comentários que valem um post

Eduardo,( Eduardo Penteado Lunardelli ) Eu amei sua publicação. Carlito era sim uma pessoa maravilhosa com todas essas qualificações que você fez. Falar que recebi flores todos os anos no meu aniversário, seria redundante já que ele as enviava a quase todos os conhecidos. Mas eu tenho uma particularidade...Nos saraus que eu oferecia aos meus amigos. e menos amigos, que frequentavam minha casa do mesmo jeito, eu sempre o recebia...e aqui ele conheceu a Tereza com quem acabou se casando. Desse ano em diante minhas flores vinham com o apelido de "DINDA! com os abraçares do Carlito". Quando solteiro em intervalos, íamos da boemia para o café da manhã passando pelo jornal da Folha de São Paulo, lá na Barão de Limeira, para pegar o pão e o jornal ambos saindo do forno. Só vim a conhecer a Dulce Maia sua irmã, muito tempo depois em Cunha e ficamos muito amigas, até me hospedando em sua casa. Era o PT dos bons tempos e dos bons ideais...Agora acabou. Só restou a desinteligência dos oportunistas que vem depois que as coisas ficam famosas e se locupletam disso...Ainda sobrou o Suplicy, que desavisado ainda continua ali fazendo número. Creio que dessa vez não mais será eleito , pena , eu que sempre votei nele...Mas não dá mais! Nem em nome do que ele teria feito de bom....

27.7.14

Dunga, o retorno do técnico

Em 2009, portanto, cinco anos atrás, caricaturei o Dunga, técnico da Seleção brasileira. Depois de tudo, depois do fiasco na Copa da Fifa, eis quem retorna. Um país de Diplomacia e futebol de anões.

Crônica diária

Caricatura do Carlito Maia,  feita por mim em 2011.


Carlito Maia, fundador do PT e meu amigo

"Carlos Maia de Souza, conhecido como Carlito Maia (Lavras, 19 de fevereiro de 1924São Paulo, 22 de junho de 2002) foi um publicitário brasileiro e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT).
No início dos anos 1930 veio para São Paulo. Segundo seu depoimento, foi, sucessivamente, "moleque, lavador de xícaras de café, rebelde, office-boy, contestador, reservista de 2ª categoria do Exército, antifascista, sargento da FAB, boêmio, despachante policial, picareta, corretor de seguros, clochard, ajudante de despachante aduaneiro, bon vivant, tradutor público juramentado".
Em 19 de fevereiro de 1954, quando completava 30 anos, seu irmão, Hugo Maia de Souza, levou-o para prestar exame na Escola de Propaganda do Museu de Arte Moderna. Passou em primeiro lugar.
Trabalhou na agência McCann-Erickson, onde atendia à conta da Goodyear. Posteriormente prosseguiu sua carreira de sucesso, atuando nas grandes empresas de propaganda do Brasil: Atlas (onde ganhou seu primeiro prêmio - o "Souza Ramos"), Norton, Alcântara Machado, Magaldi, Maia & Prosperi (onde lançou a "Jovem Guarda", "Calhambeque", etc), P.A. Nascimento, Estúdio 13, Esquire e, finalmente, na Rede Globo, onde permaneceu por mais de 20 anos. Em 1978, foi eleito o "Publicitário do Ano".
Conhecido por suas frases espirituosas ("Brasil? Fraude explica"), foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, sendo de sua autoria os slogans "Lula-lá", "OPTei". Declarou que deixaria o partido quando este chegasse ao poder.
Em sua homenagem, foi criado, em 2000, o Troféu Carlito Maia de Cidadania, que premia pessoas que desenvolvem ações sociais em prol da cidadania e na luta pelos direitos humanos".
Fonte: Wikipédia
Não se faz mais petista como antigamente. O Carlito era muito inteligente para ser petista e usufruir do poder. Nunca foi desses que odeiam as pessoas de centro ou de direita. Podia não concordar, mas não as desprezava. Foi imune ao ódio ideológico, que intoxicou todos os petistas, hoje em dia. Foi meu amigo, e tenho dele as melhores lembranças. Recebi da França um cartão postal em que dizia: "Só trabalha quem não sabe fazer nada melhor". Ele sempre soube. E como!

Anão diplomático e outros ruidos

política

Troca de cartas entre Israel Klabin e o ministro Luiz Alberto

Ao Excelentíssimo Senhor
Ministro das Relações Exteriores
Luiz Alberto Figueiredo Machado
Sempre tive, bem como a minha família, íntima relação com o Itamaraty através de dois chanceleres: Horácio Lafer e Celso Lafer, ambos judeus, que honraram não apenas o nome da família, mas o Brasil e sua política externa.
Não preciso lembrá-lo também da importância de Oswaldo Aranha, quando Embaixador junto a ONU, na criação do Estado de Israel, trazendo com isso o agradecimento de todos os judeus do mundo.
É, portanto, com estranheza que acabei de ler a séria ofensa feita ao Estado de Israel e a todos nós judeus, pelo Itamaraty, quando “chamou o Embaixador para consulta”.
Tanto meus pais quanto eu, fazemos parte das gerações que atravessaram o holocausto e herdaram a missão de prestar serviços à humanidade e aos países que agasalharam os judeus na fuga milenar das perseguições oriundas de preconceitos, de ódios raciais e religiosos.
A nota do Itamaraty demonstra claramente um retrocesso da política fracassada de levar o Brasil para um envolvimento errado e desnecessário, antagônico ao princípio de não intervenção, o que tem sido um dos pilares da política externa brasileira através dos tempos.
A análise preconceituosa do que realmente está acontecendo no conflito em Gaza, seguramente levou o Itamaraty a conclusões apressadas e equivocadas.
Israel se defende de ataques de grupos terroristas, do Hamas associado ao Hezbollah, ao Irã e de tudo aquilo que é mais odiento na evolução política do Oriente Médio. Estranho o Brasil omitir-se em relação a esses grupos que tentam, pelo terror, “jogar os judeus ao mar”. Isto seguramente não acontecerá.
Ninguém mais do que o próprio Estado de Israel e as comunidades judaicas do mundo lamentam a perda inútil de vidas humanas provocadas pelo uso suicida das populações civis de Gaza, pelos terroristas de Hamas. Por outro lado, choramos também pelos soldados israelenses que tombaram lutando pela segurança do Estado e de suas famílias.
Pela admiração que tenho por V. Exª., gostaria que fosse levado em conta não apenas pressões políticas imediatistas, internas ou externas ao Itamaraty, mas também os grandes serviços que a comunidade judaica brasileira vem prestando ao nosso país no passado, no presente, bem como nosso compromisso com o futuro do Brasil, nosso país, e de Israel como centro da nossa cultura.
Respeitosos cumprimentos,
Israel Sergio Klabin


Meu querido Israel,
Muito agradeço sua mensagem, pois me permite dar explicações ao amigo de tantos anos, a quem sempre respeitei e respeitarei. Sinto muito ter causado ofensa, pois isto jamais foi minha intenção. Peço sua paciência para arrolar algumas considerações:
- Em nota do dia 17 deste mes o Itamaraty condenou tanto os ataques de foguetes pelo Hamas contra Israel, quanto o ataque desproporcional israelense a Gaza, mantendo nossa postura de equilíbrio e reclamando o cessar fogo imediato e a solução de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo em paz e segurança;
- a nova nota, datada de ontem, se prende à tragédia humanitária da morte de crianças, mulheres e idosos, em grande número, como consequência da luta;
- hoje dei várias declarações à imprensa, em que ressalto e reitero nossa condenação aos ataques do Hamas e defendi o direito de auto-defesa de Israel. Esclarecei que nossa nota se prende à proporcionalidade da resposta israelense, diante da elevada perda de vidas na população civil. Morreram cerca de 200 crianças palestinas. Sejam palestinas, sejam israelenses, são 200 crianças.
- apesar de declarações destemperadas de um porta-voz israelense, optei por não polemizar, dizendo que povos e países amigos podem discordar eventualmente, e que isso deve ser feito sempre de maneira respeitosa;
- ressaltei que a amizade e as relações com Israel devem ser preservadas.
Você me conhece e sabe que não sou dado a radicalismos. Nem teria por que fazê-lo com relação a Israel. O Brasil é um belo exemplo de como as comunidades de origem judaica e árabe convivem em paz e harmonia.
Acho apenas que criticar as ações de um governo não quer dizer criticar um país ou um povo. Não aceito que essas coisas se confundam. Tenho muitos amigos de origem judaica que são críticos do atual governo israelense, e em termos muito duros. Nem por isso suas críticas são consideradas ofensas.
Eu agradeço muito sua franqueza e respeito suas colocações. Peço ao amigo que também aceite as explicações que dou. Muito longe de mim ofender amigos tão queridos como meus amigos judeus. Muito menos, ofender uma pessoa como você.
Mas quero ter o direito de discordar respeitosamente do governo israelense, quando for o caso, sem que isso seja lido como uma ofensa a todo um povo. A morte de um número elevado de mulheres, crianças e idosos é uma perda para todos, pouco importa sua origem.
Um abraço muito afetuoso,
Luiz Figueiredo

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Georgia Aegerter deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Adorei!

Tudo este diálogo foi ficcao ou mentirinha?

Postado por Georgia Aegerter no blog . em sábado, 26 de julho de 2014 05:44:00 BRT 
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  • Linda Misasi Micales Curtir só ñ basta. Eu adorei !!!!!!!
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26.7.14

Amigos na Piacaba


Piacaba foi palco  de uma noite de pizzas pilotadas pelo Julio Marttinez, presentes sua mulher Roxana Nan,   Claudinha, (Noite Harmônica ) ,Ricardo Blauth, e Paula Canto. Fotos E.P.L.

Crônica diária



Mentirinhas

Numa conversa com minha neta, que tem oito anos, ela questionava porque eu escrevia mentiras. E eu tentava explicar as diferenças de mentira e ficção. Eu dizia:
-Vovô escreve ficção.
-O que fissão?
-Não é fissão, é ficção.
-Ficção.
-Isso, ficção é uma história inventada, não verdadeira.
-Uma mentira.
-Ao pé da letra sim, mas mentira é diferente.
-O que é ao pé da letra?
-Uma expressão que se usa para dizer que objetivamente, e para simplificar,  uma coisa é dessa maneira.
-Não entendi nada, ficou muito complicado.
-Então esquece "ao pé da letra". O que importa é que mentira não é ficção.
-Vovô me da um exemplo de mentira e outro de ficção.
-Ficção é qualquer história que não tenha acontecido na realidade. Aconteceu só na imaginação do escritor. Como são as crônicas que o vovô escreve diariamente. Agora mentirinha, por exemplo, é dizer que é a cegonha quem trás os bebes.
-E por onde sai da barriga da mamãe a cegonha?

25.7.14

Pedras, esculturas e "Achados..."

A fotografia da pedra ( coral ) da direita (21) que achei na internet me pareceu ser de "um achado na praia" que tive. Não o encontrei para fotografar, mas achei uma telinha de 1999, abaixo, com 09x12cm retratando outra da minha coleção:

E para completar as coincidências e semelhanças uma escultura de Dorothée Loriquet’s sculptures
na foto abaixo:
 Acontece
 

Crônica diária

 
Índio não faz barba

Foi lendo Gertrude Stein que faz referência a um índio que raspava a costeleta com Gillette para imitar o ato de se barbear que me veio a ideia: índio tem complexo por ser imberbe. Nunca tinha pensado nisso. As diferenças entre o branco colonizador e os índios eram muitas, mas a barba do branco era, talvez, a mais gritante.

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Elianne Mezavilla mencionou você em um comentário.Elianne escreveu: "Eduardo esse eh um serio problema .os sessentoes não se convecem que infelizmente eles passaram do tempo pras menininhas rsrs vc colocou muito bem .os hormônios não correspondem mais e insistem nisso pq eh deplorável rsrs"
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Roberto Coimbra de Andrade Comentava ontem mesmo que esse mais cobiçado "objeto do prazer" do Homem, acabou se tornando seu maior "castigo"... basta, para isso, "pilotar a máquina" por alguns minutos nesse transito caótico... minha vontade é a de puxar o freio de mão, desligar e sair andando a pé ali mesmo, numa rua Tabapuã X João Cachoeira, por exemplo!!!

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24.7.14

Edoardo Tresoldi






 Edoardo Tresoldi

Crônica diária



A culpa  é do Ford

Alguns homens foram muito importantes para o mundo moderno. Contribuíram com ideias, escreveram livros, filosofaram, outros inventaram, criaram, desenvolveram produtos, instrumentos de trabalho, engenhosas máquinas, arquiteturas, e uma infinidade de coisas que usufruímos em nosso dia a dia. Mas foi Henry Ford quem talvez tenha mais impactado nossas vidas com a fabricação em série do automóvel. Para o bem ou para o mal o automóvel se incorporou no desejo de consumo de todo ser humano. Quem não tem, deseja um dia ter um. Quem tem, gostaria de poder troca-lo todo ano. E há os que tem mais de um. Passou a ser um produto que gera milhares de emprego em centenas de empresas, em dezena de países, mundo a fora. Gera impostos, distribui riqueza. Estimula competição, e movimenta o mercado. Por conta deles as cidades são obrigadas a se modificarem. A vida urbana se transformou completamente por conta do automóvel. Henry Ford, um homem austero e intelectualmente simples, marcou definitivamente nossas vidas.

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Celia Conrado kkk, palavras de mamãe " o homem esfria da cintura para baixo, a mulher da cintura para cima" Palavras de uma amiga com a mesma idade de Leonardo " o poder de uma boa B... ninguém tira passe os anos que passar B... boa sempre será" Agora talvez o Leonardo não deve ter o charme financeiro, carne nova adora ganhar pequenos mimos com valor alto.
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Jacinto Gomes mencionou você em um comentário.Jacinto escreveu: "As suas crónicas são um vício diário. Tornou-se um hábito matinal procurar sua página. Obrigado Eduardo Penteado Lunardelli."
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 Não posso estar mais de acordo consigo Eduardo ! Li e reli o que aqui nos conta e percebi que tal como o personagem desta história também eu fiz este percurso de Vida.
Já ganhei o dia.

Obrigado.
Gaspar de Jesus
Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quarta-feira, 23 de julho de 2014 09:27:00 BRT 
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 Jeremias Neto Lunardelli A água está cada vez mais limpa, a luz mais clara. Parabéns.
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 Guaracy Mirgalowska Sessenta e oito ainda tem muito hormonio passeando pelo corpo, bom mesmo e 84 como eu, hormonio acabou e deu espaco para apreciar mais a vida, ler, ouvir musica, um bom vinho, as amizades antigas e queridas e principalmente a natureza com suas cores e vida, arvores, pássaros, flores, o rio que canta. Claro que tenho muita saude....
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 Cassio Penteado Na verdade, o que vc descreve é - digamos - um "sexy" agenário... 
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AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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