6.2.16

Pé da Brigitte Bardot

Enviado por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Peixaria não é aquário

Tratei de marchands, antiquaristas, e arte, nas crônicas dos últimos dias. Curiosamente de Paris a Sheila Leirner escreveu: "Acabo de saber: estamos na iminência de um crash por causa da bolha gigante de especulação imobiliária londrina e também do mercado de arte, em geral. Não sei se a notícia é digna de crédito, mas é bom lembrar que a arte não têm nada a ver com o peixe. Não distinguir mercado de arte e arte é o mesmo que confundir peixaria com aquário." Meu leitor e amigo Valter Ferraz comentou um dos meus textos com a seguinte observação: "Antiquaristas e marchard dão ótimos personagens para romances. Estão ali, prontos, à mão." Na verdade ambos tem razão. O  cinema, que sempre andou a reboque da literatura, e dos grandes autores, já tratou do assunto. E quanto a confundir a arte de mercado, que entram e saem de moda, como as saias em relação aos joelhos das mulheres, e que é imposta pelos curadores, marchands e galeristas,  não entender nada de arte.

Novidade no Brasil


Prezado Amigo,
Ciente de seu interesse pela olivicultura e de aprimorar seu conhecimento sobre Azeites Extra Virgens de qualidade diferenciada, apresentamos um novo conceito para a realidade Brasileira: Azeite Novello ou Azeite Novo. Trata-se de um conceito muito valorizado em países tradicionalmente produtores de azeite, especialmente aqueles da bacia mediterrânea. Este tipo de azeite faz parte da tradição dos produtores de se reservar o mais fresco do lagar: O primeiro azeite.
 
Nossa decisão a partir deste ano, e a de instituir esta tradição aqui no Brasil, para um publico cada vez mais exigente e sensibilizado em conhecer mais sobre este fascinante mundo. Anexo a esta mensagem, alguns conceitos sobre este novo lançamento que sem duvida nenhuma, vira para ficar a cada ano.

Lembro que este produto somente sera vendido na modalidade de Pre-venda e que depois do dia 15 de fevereiro não aceitaremos pedidos. Aproveito para convida-lo a vistar nosso olival na colheita com previsão de inicio na ultima semana do mes de fevereiro.
Aqueles interessado em adquirir este azeite, por favor nos enviem um mail. 
Responderemos com maiores detalhes.
Abraco,

Fernando H. Rotondo

Uma montagem de Stayin Alive do Bee Gees.

This video offers short clips of Rita Hayworth dancing the night away.
You can't help but feel the joy she expresses while she dances.
She sure is "staying alive!"
Enviado por José Luiz Fernandes

5.2.16

Pecados aborrecidos

Enviada por José Luiz Fernandes. Autor desconhecido.

Crônica diária

Joseph Duveen um gênio

Volto a falar um pouco mais desse que foi o maior de todos os marchands do mundo. Joseph Duveen, que era britânico, disse durante sua vida frases preciosas. Uma delas, a razão do seu impressionante sucesso nos negócios de arte. "A Europa tem uma grande dose de arte e América tem uma grande quantidade de dinheiro." Isso dito hoje soa óbvio e primário. No após guerra foi sua astuta percepção. O que o destacou de todos os outros grandes de sua época. Mas vou além. Se outros tiveram a mesma visão, faltou-lhes o que Duveen considerava importante na sua atividade profissional: " É preciso incutir a ambição no cliente." Essas quatro palavras: "preciso", "incutir", "ambição" e "cliente", fizeram e fazem toda diferença. Essa frase, por si só, vale como uma universidade para vendedores, corretores, e pessoas que se dedicam a comercialização de qualquer bem de valor. Seja ele um automóvel, um , uma casa, um quadro, um tapete, ou um relógio. Tratar o cliente, antes de promover uma simples venda, como um ser que precisa "ambicionar" ardentemente aquele bem. É sabido que quanto mais difícil é a aquisição de determinado bem, maior é o prazer da compra. Ao bom vendedor cabe criar essas condições. Aparentemente contrárias aos seu interesse que é o de promover a venda. Incutir ambição no cliente. Para isso Duveen perguntava a um milionário que o procurava para comprar um quadro: "Você tem parede?" E em seguida "vendia" o mais famoso e desejado arquiteto, construia a casa, para depois "recheá-la" de quadros. "Incutir ambição". Para um comprador de um carro de luxo, ou de um relógio muito caro, o vendedor deveria questionar o cliente se tem certeza do risco que vai correr? Se tem segurança privada? Se tem ambiente social para usar? Incutir ambição. "Talvez este apartamento seja muito modesto para seu padrão social. Tenho um outro que é a sua cara." Essa conversa de um corretor de imóveis pode fazer o cliente desejar, ambicionar, um apartamento muito mais caro. Joseph Duveen era um gênio.

4.2.16

Terror

Enviada por José Luiz Fernandes. Livraria durante a guerra. Autor desconhecido.

Crônica diária



Antiquarista não era marchand

Ontem falei de quatro marchands importantes e meus conhecidos. Deixei de falar de dezena de outros importantes também, mas bem mais novos e vivos da silva. Mas um nome que não mencionei ontem, e que não caberia no título de marchand, porque era um antiquarista antes de um galerista, e seu forte era a arte barroca, prata e mobiliário. Falo do José Claudino da Nóbrega (1909 – 1995), pai do meu amigo Claudino Nóbrega, que deu continuidade ao negócio do pai. Nóbrega como era conhecido e respeitado antiquário de São Paulo foi quem me orientou e vendeu móveis brasileiros que tenho há mais de cinquenta anos. Mesa, cadeiras, e guarda louça que viajaram comigo para Belém do Pará, voltaram para São Paulo e hoje estão em Santa Catarina, na Piacaba, onde moro. A razão do título desta crônica é porque naquele tempo (década de 60), antiquarista não era considerado marchand. Na Europa há três séculos, marchand comercializavam tapetes, móveis, lustres, quadros e esculturas. O nome vai mudando através dos tempos. Dono de antiquário, marchand e hoje curador. Não fazem exatamente a mesma coisa, mas no fim é exatamente o que fazem. Orientam, prestigiam, valorizam, objetos de arte, e suas orientações desprestigiam, desvalorizam, ou não, aquilo que comercializam, ou opinam. Fazem moda. Descobrem artistas. Fulminam carreiras, ou endeusam artistas.

3.2.16

Lagoa de Ibiraquera

E.P.L. - Um dia desses. 2016

Crônica diária

Marchands paulistas

Ontem falei do maior marchand do mundo, Joseph Duveen, e hoje vou citar quatro dos maiores de São Paulo. Na verdade escolhi só quatro conhecidos de longa data.  Benjamin Steiner,   frequentava minha casa porque éramos amigos do casal Thomaz Souto Correa e Guaracy Mirgalowska.   Giuseppe Baccaro, Antonio Maluf, e Dna Sarah Cunha Bueno, com quem tive relacionamentos comerciais e com quem aprendi muito. Eu não tinha "paredes" e muito menos condições financeiras para me tornar um colecionador de arte. Mas por ser neto do Geremia, e sobrinho do Hermínio, as portas, e o crédito, se abriam para mim. Dna Sarah, amiga dos meus pais era mãe do José Edgar da Cunha Bueno, colega de Cataguases. Astréia era a galeria, e ficava no centro da cidade, inaugurada em agosto de 1961, na praça Ramos de Azevedo, perto do Mappin e do Teatro Municipal. Dela comprei Luiz Jasmim, e Raimundo de Oliveira (1962). Antonio Maluf tinha galeria perto de uma esquina da Rua Augusta, e ficou mais conhecido como artista plástico. E o "polêmico" Baccaro, "o rei dos leilões" (no período de 1962 - 1972) e um modesto barbeiro nos arredores de Nápoles, "foi responsável pela verticalização do mercado" segundo Antonio Maluf, com os leilões de arte na cidade. Em 1965 abre a Casa dos Leilões.  Dele comprei uma obra (a óleo), que veio a ser considerada falsa. Depois de uma certa "canseira" consegui que me reembolsa-se com desenhos do Ismael Nery.

2.2.16

Tem pai que é toureiro e louco

Fran Rivera incendia las redes al torear con su hija de 5 meses. Enviado por José Luiz Fernandes

Crônica diária

História dos Mercadores de arte

 Escrevi outro dia sobre minha coleção de arte. Escrevi também que estava lendo o livro de Daniel Wildenstein, "Mercadores de Arte", recomendado pelo Fernando Machado. O autor fala de si e de seus antepassados, pai, avô e dos maiores marchands do mundo. Segundo ele o maior foi o cínico Joseph Duveen, cidadão inglês de origem holandesa. Tornou-se Lorde Duveen. Para ser lord, na Inglaterra, é imprescindível ter feito muitas doações. Duveen fez o necessário, doou muito dinheiro e quadros aos museus. Como marchand dizia que: "Quando um homem rico vem me procurar para comprar, pergunto primeiro se ele tem as paredes. "Não? Isso é muito desagradável...E onde vai colocar os quadros, as esculturas?" Explico então que primeiro é preciso ter as paredes. Um colecionador tem que começar pelo começo. Ou seja, pela casa.. E aí é que eu entro. Construo a casa." De fato ele era amigo do gênio Frank Lloyd Wright, e dos melhores arquitetos da época. Depois de construída a casa, Daniel se encarregava de "decorá-las". E completava dizendo: "...é preciso incutir a ambição no cliente." Grande Joseph Duveen.

1.2.16

Pais e fotógrafos loucos


Enviadas por José Luiz Fernades

Crônica diária

O Brasil em férias
 Já escrevi algumas vezes, e volto a repetir, que um dos mais graves, entre os gravíssimos problemas que temos, é a forte e nociva herança colonial que não nos abandona. A mentalidade predominante é a de total dependência do Estado. Acorda-se de manhã, e a primeira coisa que nos preocupa é saber o que disse, fez, fará, ou deixou de fazer o presidente da República. Vale dizer: o rei de plantão. Num país de dimensões continentais como o nosso, é evidente que uma pessoa, por mais capaz e competente que seja, (e não temos tido essa sorte) nunca poderia governar atendendo os anseios e necessidades dos munícipes dos mais distantes pontos da Capital. Nem os mais distantes, nem os das cidades satélites, ao lado de Brasília. Para citar só um exemplo oposto, nos Estados Unidos da América o presidente é uma figura tão importante quanto a Rainha da Inglaterra. Não tem importância direta na vida dos cidadãos. Lá o que importa é o líder do bairro onde as pessoas moram ou trabalham. Quando o legislativo, e judiciário entram em férias, o Brasil para. Como o ano de 2015 foi um ano absolutamente estático, parado, não existiu positivamente sobre o aspecto político e econômico, a presidente resolveu não tirar suas férias. Empenhou-se em garantir sua permanência no poder, que corre grande risco. Fevereiro esta começando hoje, e o carnaval termina dia onze. Estamos portanto na véspera de por o Brasil a trabalhar novamente. Desta feita com menos empregados, menos empregos, menos atividade industrial, comercial, e portanto menos impostos. O que aumentou foi inflação e o dólar. Regredimos a níveis de dez a quinze anos atrás. Em alguns casos nunca mais vamos recuperar os prejuízos. A Petrobras nunca mais será a mesma de vinte anos passados. Orgulho brasileiro. E como estamos passivamente aguardando o que a Dilma dirá, ou fará para nos salvar, acordaremos dia doze pensando nela.

31.1.16

Olimpiada urbana

Autor desconhecido. Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária



Delfim, o “Gordo”
 Delfim Neto elogia o Lula, enaltece a Dilma, mas é inteligente e diz o óbvio: "no presidencialismo é preciso ter um presidente". E concorda com a vasta maioria do povo brasileiro de que a Dilma não esta cumprindo suas funções. Ou assume o comando do país, e faz o que deve ser feito ou não acaba seu mandato, e se o fizer, acaba com o Brasil. Esse é o resumo da entrevista que deu para Mirian Leitão. O "Gordo", continua gordo, cabelo preto, e absolutamente lúcido, e didático. A Dilma nunca foi de ouvir conselho, tanto assim, que só agora, três anos depois voltou a reunir seu Conselho Político. Reuniu, falou, mas não deu voz aos seus membros, portanto não ouviu, mais uma vez. Apesar de esperançoso,  Delfim esta equivocado. Ela não chegará ao fim do mandato. Não fará as reformas necessárias. O Brasil precisa de "confiança", segundo o ex-ministro. Só confiança fará o empresariado retomar os investimentos. Oitenta e três bilhões de crédito, neste momento, não resolvem nada. Medidas como essa, da linha desenvolvimentista do governo (leia-se Nelson Barbosa), só farão a inflação e o desemprego crescerem. Esses dois componentes não geram receita, e é a mais simples rota para o caos. O "Gordo" prevê para depois das Olimpíadas, e fim das obras no Rio de Janeiro, grandes massas de desempregados servindo de estopim para a explosão final. Para que nada disso aconteça é urgente que se promova o impeachment dessa presidente que não governa. O Delfim não acredita nessa hipótese, e a meu ver esta enganado. Ou se faz passar por.

30.1.16

Varal em Veneza

Autor desconhecido. Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária



Meio de esquerda
Foi o Valter Ferraz quem me recordou a auto definição do escritor Antonio Prata: "Meio radical, meio de esquerda." Foi o Valter também que num comentário disse que : "rir de si mesmo e ainda contar aos outros é uma definição de caráter. Ponto pro Prata". Concordo plenamente. E volto a falar do Antonio para dirimir dúvida. Afirmei que tinha empatia por ele, apesar de não o conhecer. Tínhamos alguns gostos em comum. Acordar cedo, vinho branco à beira-mar, e ler Rubem Braga na varanda de um sítio. Mantenho minhas afirmações. E vou além, não desgosto de pessoas bem humoradas e meio de esquerda. O que não tolero é radical de direita ou de esquerda. Até meio esquerda eu chego. Daí para frente fica  insuportável.  

29.1.16

Fazenda de café

Enviada por José Luiz Fernandes.

Crônica diária

O corno era o comunista


Numa de suas últimas crônicas o escritor Luiz Fernando Veríssimo transcreve  esta anedota invertendo os personagens. A versão verdadeira é a do comunista que viaja e volta sem avisar a mulher. Quando entra no quarto a encontra  com uma pessoa na cama. "O que é isso?" E ela responde: "Um reacionário." "Mas como?" volta a perguntar estarrecido. Ela explica: " Toda noite antes de deitar você não olha embaixo da cama? Como você estava viajando eu olhei, e tinha".

28.1.16

Intimidades

Autor desconhecido. Foto enviada por José Luiz Fernades

Crônica diária

Incultura radiofônica

Sou implicante, confesso. Às vezes me incomodo com coisa desprezíveis. O Haddad, prefeito de São Paulo com baixíssima popularidade (13%) acaba de criar regras de conduta e trajes para os motoristas de táxi. Polêmica instalada. Juristas afirmam que não cabe ao prefeito legislar sobre a matéria que seria de competência federal. Curiosamente o sindicato da categoria aprovou as medidas. Acredita que a classe tem que se aprimorar para fazer frente aos aplicativos como Uber* e outros a caminho.
Sobre o assunto a comentarista da rádio Band news FM criticando e ironizando as sugestões de conduta, no tocante ao traje smoking para motoristas de carros de luxo, disse que tal vestimenta era para o noivo em cerimônia de casamento. Ela, pobrezinha, não sabe que o noivo pode e deve se casar com terno e gravata, ou o tradicional fraque. Nunca smoking. O traje apropriado para o motorista do carro de luxo é o correto terno e gravata escura, com camisa branca. Sapatos de amarrar e meias pretas. Erra o prefeito que é um simplório petista, erra a jornalista por total falta de senso.
*Uber é uma empresa multinacional americana de transporte privado urbano baseado em tecnologia disruptiva em rede, através de um aplicativo E-hailing que oferece um serviço semelhante ao táxi tradicional, conhecido popularmente como serviços de "carona remunerada".

27.1.16

Londres

Oxford Street, Londres, 1864. Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária



Agradeço ao Fernando Machado

Meu amigo Fernando é bissexto. Liga uma vez a cada dois anos. Ultimamente nem isso tem feito.  Há um mês escreveu no Facebook perguntando se eu havia lido "Mercadores de Arte" de Daniel Wildenstein. Caso contrário poderia almoçar e ele me emprestaria. Devolvi a pergunta com outra: se o marchand em questão era o que tinha tentado vender obras de arte para Henry Ford? Caso positivo, me lembro de ter lido a uns quatorze anos. Não obtive resposta. Resolvi comprar o livro num sebo. Por dezoito reais mais o frete, constatei não tratar-se do livro que havia lido. É a história de outro marchand. Resumindo: a falta de resposta do Fernando me proporcionou fazer uma economia. O almoço teria saído muito mais caro do que o livro no sebo.

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