18.4.15

Jorge Pinheiro, lembrei de você


Fui visitar a SP ART na sua 11º edição, e uma escultura de uma galeria de NY me chamou atenção, e me remeteu imediatamente à sua foto publicada pela Fernanda no FB. A legenda que a Fernanda usou, não ouso repetir...

Crônica diária


Uma boa comparação

O livro "Sobre a escrita"- "A Arte em memória" - de Stephen King pode não ensinar ninguém a escrever, mas já valeu pela deliciosa comparação entre "Escrever" e "Telepatia". Isso mesmo.  Escrever é o ato de uma pessoa transmitir a outra, independente de tempo e espaço. Eu escrevo aqui na Piacaba, em Santa Catarina, e você lê onde estiver, no dia em que bem entender, e vai captar, bem ou mal, tudo o que eu penso. A qualidade da percepção esta diretamente relacionada a capacidade literária de quem escreve, e a imaginação e conhecimentos do leitor. Pura telepatia. Quanto mais simples e direto for o estilo, mais correta e perfeita será a percepção de quem lê, independente de onde e quando foi escrito. Outra analogia maravilhosa que Stephen King faz, é com "vocabulário" e "ferramentas" de uma caixa de carpinteiro. A quantidade de vocabulário não implica numa boa escrita. Cita para exemplificar a frase da prostituta para o marinheiro: "Não é o que você tem, amorzinho, é como você usa." As duas primeiras partes do livrinho são autobiográficas, e não ajudam em nada quem quer melhorar a escrita. Mas a terceira tem ótimas dicas. Fica o registro.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Ai como seria feliz se também me definissem com todos esses adjetivos !
É que os nada fazem não incomodam ninguém, tão pouco fazem sombra.

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 17 de abril de 2015 08:19:00 BRT 

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17.4.15

SP- ART


Uma homenagem ao Jorge Pinheiro. Por que?
Porque imediatamente me veio à memória esta imagem que a Fernanda postou em sua página do FB, elogiando o maridão.

Crônica diária

Xarope severo

Estou acostumado. Durante minha vida já me chamaram de tudo. De careca, de chato, de esquerda, de reaça, de direita, misógino (porque defendo que as mulheres cozinham, e escrevem, pior do que os homens) de amador (quando pintava), de garganta (porque gosto de falar), de preconceituoso, de assassino de abelhas, de estar contribuindo para o efeito estufa, porque uso lareira no inverno, e recentemente a Maria Tomaselli, que nunca concorda com nada que escrevo, saiu-se com esta: " ...sendo um homem duro na queda, e um xarope severo nos julgamentos...". Só me faltava essa: "xarope severo". Sei que alguns detratores vão adorar. Mais um adjetivo para a longa coleção. Não me importo nada, estou calejado. Continuem adjetivando, pois sou um xarope bem humorado.

16.4.15

FOOD TRUCK em São Paulo

 O autor do blog de mãos no bolso facilmente reconhecível pela careca. Foto Paulinha
 Perguntando: "Qual o sabor?" da Pizza. Foto Paulinha
Aguardando as Pizzas ficarem prontas. Foto Paulinha
Um sábado por mês eles estão numa praça no seu bairro. Música, comidinhas e bebida boa.

Crônica diária

Crônica escatológica
Desagradável tratar de um assunto tão prosaico e ridículo como este, mas não há como contar o fato, sem abordar o tema. Trata-se do hábito que determinadas pessoas tem de tirar caca do nariz, em publico. Esse é o tema. O fato aconteceu sábado passado. Fui visitar a décima primeira Feira Internacional de arte SP ARTE no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. Muito bem montada, esteve aberta ao público de 9 a 12 de Abril. São dezena de escritórios e galerias brasileiras e algumas internacionais, que apresentam seus artistas e obras para divulgação e comércio. Na década de 70 tive três obras minhas exposta numa Bienal. Depois houve Bienais de boa e má qualidade. As ultimas me decepcionaram. Não voltei mais ao Pavilhão. Nesta visita fiquei surpreso pela boa qualidade da mostra, da organização, e das obras expostas. Uma das galerias participantes, Ricardo Camargo, havia publicado no catálogo da feira, uma página convite, para o pré lançamento do Wesley Duke Lee Art Intitute, onde uma tela a óleo, que retratei o artista Wesley, foi usada numa feliz colagem. Comprei o catálogo. E fui dar uma volta pela feira. Estou há muitos anos longe do ambiente de galerias e artistas. Passando pela frente de um dos expositores me deparo com o dono da galeria sentado numa cômoda poltrona, ao lado de outro circunspecto judeu de barba, sendo que meu amigo galerista se encontrava com o dedo escalavrando uma meleca no nariz. Apressei o passo, olhei no sentido contrário, morrendo de medo que ele me reconhecesse e viesse me cumprimentar. Por maior apreço que tenho por ele, não poderia aceitar um aperto de mão, ou abraço, com meleca na ponta do dedo.

15.4.15

Três sapatos



Para todos os gostos

Crônica diária




"Veja" reconhece que o regime é PARLAMENTARISTA

Fui o primeiro a escrever que o nosso regime era Parlamentarista. Publiquei uma crônica dia 30 de Março. A Revista Veja em 15 de Abril, que esta nas bancas, admite isso na matéria de capa. Com quinze dias de atraso as pessoas vão se dando conta que vivemos num regime Parlamentarista. Não importa se o Primeiro Ministro é o Joaquim Levy, como afirmei, e continuo defendendo, ou se é o Michel Temer, que foi rebaixado para secretário da articulação política. O importante é que a Dilma virou Rainha da Inglaterra. Já é um passo.

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Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O mundo pertence aos bonitos, Eduardo, embora esteja a deitar feios por fora. Repare na publicidade: mulheres perfeitas, rapazes musculosos, todos com dentes afiladinhos e brilhantes como supernovas. Repare nos políticos: todos vestidinhos, sorrisinhos, palavras doces, capazes de sossegar a onça mais selvagem. Eles são os modelos, eles são os líderes e não precisam de vir, exclusivamente, das classes mais altas.

Postado por Silvares no blog . em terça-feira, 14 de abril de 2015 05:08:00 BRT 

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 Claudino Nobrega A espontaneidade e a criatividade são parceiras inseparáveis. N ao se pode tomar uma atitude criativa e leve e, ao mesmo tempo, sentir o peso da critica, da inveja, da suspeita e de todas as formas pesadas de sentir. Quanto mais criativo for, mais criticas aparecerão.

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 Joarês Costa Costa Eduardo. Extrai de seu bem articulado texto desejo imenso de que todos, com tantas oportunidades difundidas, tivessem oportunidade de estudar mais, de melhor se educarem, enfim, que pudessem mudar o Brasil, para melhor do que este estágio que atravessamos se nos apresenta. Isso é sonhar alto, posto que possível.

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14.4.15

O olhar da moça

Flagrei a moça morena me olhando através da alça da mala 

Crônica diária

 Ainda sobre o aeroporto

Ontem a leitora Ana Lucia Leite Barbosa comentou sobre minha crônica: "Triste. Preconceito social." Não sei onde ela viu preconceito! Muito menos social. Ela poderia dizer que tenho consciência social se ela tivesse lido, por exemplo:
...passei três horas no Aeroporto de Florianópolis, denominado Hercílio Luz. Pude constatar que houve realmente uma democratização do meio de transporte aéreo no Brasil. Mais companhias, concorrência, fartura de voos, e muita gente que só viajava de ônibus esta viajando  de avião. O cartão de crédito parcela em doze vezes. E o resultado é que mudou completamente o ambiente do aeroporto. Sou do tempo em que se viajava de terno e gravata. Os aviões tinham serviço de bordo com talheres de metal. E tudo incluso na passagem, claro! Os serviços de bordo passaram a ser cobrados. Facultativos. De certa forma, elitistas. Assim como a distância entre poltronas, na mesma classe. Aliás acabaram as classes à bordo. É politicamente incorreto chamar meia dúzia de poltronas de "Primeira Classe". Por mais que se democratize, a pirâmide tem sempre uma base muito maior do que seu ápice. As companhias precisam atender a base. Ela não é composta de pessoas bonitas. Se vestem mal. E na sala de embarque, isso era visível e gritante. Pensei com meus botões: será que não tem mais gente bonita no Brasil? Além dos turistas nativos, haviam delegações de coreanos, e outros sul americanos, igualmente feios. Mal vestidos. Bermuda, regata, havaiana, e mochila. Trajes praianos, ou para uma colônia de férias. Chegando em São Paulo fui almoçar no Frevinho, uma lanchonete que frequento desde menino. Fica na Rua Oscar Freire, quase na esquina da Rua Augusta. Lá reencontrei pessoas adequadamente vestidas, rapazes e moças lindas, gente bem educada. Uma pena que sejam minoria. Seria maravilhoso, que o povo da Rua Oscar Freire, fosse o espelho da população brasileira. Mas ainda não chegamos lá. O que dirá minha leitora Ana Lucia Leite Barbosa?



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Marta Mercadante Suas crônicas são um bálsamo. Inteligentes, irônicas e com conteúdo.
No FB
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13.4.15

Av. Paulista ontem dia 12 de Abril


Lamentavelmente o número de participantes foi de 1/3 dos manifestantes de 15 de Março em todo Brasil. Vai entender o povo brasileiro. Amarelaram.

Crônica diária

Sala de embarque


Estava sentado ao meu lado, na sala de embarque do aeroporto de Florianópolis, do lado esquerdo. Do lado direito do banco sentava uma mulher de calça colante, justa ao corpo como devem ser as calças colantes. Acontece que era gordinha, embora a calça fosse preta. A blusa, fora da calça era muito colorida, predominando os tons roxos e lilases. Os sapatos, desses plataforma,  tinham um laço de couro da mesma cor no peito do pé.  As unhas eram azuis. O celular com capinha de onça tomava toda sua atenção, provavelmente com um joguinho. Mas do meu  lado esquerdo um homem magro, aparentando uns trinta e oito anos, barba de uma semana, muito na moda entre os jovens, falava no celular com forte sotaque nordestino.
_”Manuel, já te disse, se não puder não deu. Isso. Faça o possível. Embala com papel bolha. Por que não dá? Peça ao Virgílio, depois acerto com ele. Viajou? Então tudo bem. Esta bom Manuel. Tchau”, desligou contrariado.
Não demorou um minuto, ligou para outra pessoa. Parece ter deixado recado na secretária eletrônica: “E aí? No transito ainda?” Desliga e faz uma nova chamada:
_”Quem fala? Oi Acácio, é o Humberto, tudo bem. Pode falar? Mandou apanhar os panos  em Recife? Não deu? Tudo bem. Deu,  deu, não deu, não deu.  Eu sei...  fazer o que?  Fez o possível, irmão. Obrigado pela atenção, um abraço Acácio.
Pensei com meus botões, tomara esse camarada não pegue o meu voo. Nada tem dado certo ultimamente.

12.4.15

Pão de queijo


Pão de queijo, marca registrada brasileira

Crônica diária



Por que hoje seria um fiasco?

Todos se perguntam por que a manifestação de HOJE, dia 12 de Abril seria menor em número de participantes? Por que menos gente teria disposição em sair às ruas? Que fatos políticos, econômicos, ou policiais aconteceram nos últimos vinte e sete dias que nos separam da manifestação memorável de 15 de Março? Os indícios de dinheiro sujo na campanha presidencial, só aumentaram. Mais políticos envolvidos e presos na operação Lava Jato. Na economia os sinais de inflação maior, preço dos produtos em alta constante, e medidas de política econômica restritivas. Aumento do desemprego. O comércio vendeu menos na Páscoa. E por fim, no quadro político, praticamente a entrega do governo ao Vice Presidente, Michel Temer, como secretário da articulação política. O PT ganhou com seus aliados as eleições há 100 dias, e já entregou o governo para o PMDB. Quem governa o país é o Temer, o Renan e o Eduardo Cunha. Todos do PMDB. Falta só a presidente Dilma sair, levando com sigo o seu partido, que cometeu o maior estelionato eleitoral da história deste país. E o que falta para isso acontecer de fato? O povo maciçamente ir para as ruas, em número e vibração maior do que  no dia 15 de Março. Só isso. E por que deixariam de ir? Preferem a Dilma ao Temer? Ao Renan? Ao Eduardo Cunha? Preferem o PT ao PMDB? Se essas forem as respostas, eu desisto. Estou fazendo minha parte, vestindo as cores verde amarelo, gritando FORA DILMA. Se formos menores em número e vibração, perdemos a guerra. Mas eu estive lá. Ajudei a divulgar, escrevi argumentando que manifestações MENSAIS não derrubam governo, e por fim me juntei aos que HOJE foram à Avenida Paulista. Fiz a minha parte. As 18 horas saberemos nosso destino.

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Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Guerra às abelhas":

A tua narração fica entre a notícia de jornal e o conto fantástico (ou mesmo de terror). Muito bom.

Postado por Silvares no blog . em sábado, 11 de abril de 2015 06:21:00 BRT 
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  Jorge Pinheiro disse...
Confesso estar com pena das pobres abelhinhas que laboriosamente fabricavam seu mel. Ainda por cima estão em vias de extinção. Trata-se de uma notícia que ainda lhe pode trazer consequências graves via Green Peace :)) Lembra daquela vespa que me ferrou?
sábado, 11 de abril de 2015 07:21:00 BRT
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11.4.15

Guerra às abelhas












No meu quarto na Piacaba, um enxame de operosas abelhas resolveram fazer seus favos no interior da parede. Ela consiste de duas partes de madeira, uma exterior outra interna, deixando um espaço livre de aproximadamente vinte centímetros. Foi nele que as abelhas se instalaram. Da primeira vez injetamos veneno e conseguimos acabar por alguns meses com as indesejadas abelhas. Mas voltaram, como é hábito desses insetos. Durmo com a janela e porta do terraço abertos. O perigo de uma abelha, inadvertidamente, me incomodar durante a noite sempre foi grande. Cheguei a ser picado uma ocasião em que bati numa pensando tratar-se de pernilongo. Mas a Florinda, nossa caseira, é alérgica, e foi picada a semana passada. Tomou seus anti alérgicos e as duas ou três picadas deformaram seu rosto. No dia seguinte, entrando no quarto, foi violentamente atacada. Dezena de abelhas cobriram seu cabelo e corpo. Trancou-se no banheiro e as abelhas, ensandecidas, continuaram a entrar pela fresta inferior da porta. Florinda desesperada, aos gritos, pensou que iria morrer. Vedou com o tapetinho do banheiro a fresta da porta. Continuou gritando. Marcelo, nosso jardineiro atendeu os gritos. Ao socorre-la com o spray mata moscas não foi molestado pelos insetos. A Florinda foi levada para o Pronto Socorro de Imbituba onde recebeu os socorros necessários. Lá foi informada que os Bombeiros tem um serviço de remoção de abelhas. De fato, procurei-os e se prontificaram extermina-las. Havia a possibilidade de remoção, mas como tínhamos usado veneno, da primeira vez, fiquei com receio de que o mel pudesse estar contaminado. Optamos pela exterminação. Esse trabalho só deve ser feito a noite. No escuro as abelhas ficam concentradas. Às sete da noite, dois bombeiros com seu enorme caminhão vermelho, chegaram munidos de roupa especial para cumprir a delicada operação. Foram três horas de intenso combate. Dez litros de etanol e cal virgem foram necessários para retirar mais de cinco sacos de lixo de 100 litros de favos, mel e abelhas mortas. Era uma colmeia gigantesca. As imagens, que foram possíveis, dão conta da operação.

Crônica diária

Crônica da resenha

Nunca uma resenha sobre livros que li teve tanta repercussão. Acertei na mosca. Usei um velho truque, mas sempre muito eficiente. Falar sobre a maneira como os autores escrevem, ou sobre os temas tratados, não despertam curiosidade. Falar sobre os méritos literários do autor, seus prêmios, seus livros de sucesso, não acrescenta muito às suas biografias. Mas se o autor é filho de uma prostituta, e se essa informação é passada de forma direta, como fiz, o resultado é surpreendente. Aticei a curiosidade e o pudor contido. Uma experiência divertida, e que se demonstrou eficaz. Muitos livros biográficos, ou de ficção, foram escritos sobre as putas, ou elas, como seus personagens. Já uma autobiografia de um assumido filho delas, é inédito, e aguça, naturalmente, a curiosidade.

10.4.15

Suzana Guimarães



Crônica diária

Abrindo gavetas

Por que juntamos tantas coisas? Por que esse hábito ou costume de guardar? Chamam a esses pequenos objetos de "lembranças". O ato de guardar quinquilharias esta relacionado à memória, ou necessidade.  Guardar para relembrar ou guardar porque pode vir a ser útil. Nunca é. Vale a pena? Eu sou um ajuntador de inutilidades. Claro que elas sempre nos remetem a uma lembrança. Mas vale a pena guarda-las  só para refrescar a memória, Abro gavetas e encontro caixas com caixinhas, e um monte de porcarias. Canetas tinteiro que não funcionam, refil de tinta vermelha e verde ressecadas e imprestáveis, correntinha oxidada, cartões de visita, cartões postais, botões de prata, moedas diversas, a maioria fora de circulação, aro de óculos sem lentes, lentes de grau sem aro, latinha de pastilhas de anis, tinteiro Park azul, um catecismo de capa branca de madrepérola, um laço de fita branca e grossa, amarelada pelo tempo, que usei no braço por ocasião da primeira comunhão, medalhas do tempo do colégio, fitinhas verde/amarela com alfinete enferrujado, um, dois, três canivetinhos que ganhei do meu tio Nico, meu padrinho, um envelope amarelado, de fungo, contendo uma dezena de selos usados, duas conchas, uma argola com oito chaves (que não tenho ideia de onde são), dois cadeados de mala (sem chaves). Por que guardar tanta coisa? Para recordar? Para ativar a memória? Matar saudade? Ou só ocupar espaço?

9.4.15

Wesley Duke Lee Art Institute

 


Anúncio  veiculado no catálogo da feira internacional SP-Arte, revelando o pré-lançamento do Wesley Duke Lee Art Institute que será realizado na própria feira, em participação conjunta com a Ricardo Camargo Galeria.

Fiquei muito honrado com utilização do retrato, em acrílico, que fiz do Wesley, e o Instituto usou na colagem da foto.

Crônica diária

 "Cantiga de findar"

Me emocionei às lágrimas lendo as ultimas páginas do "Cantiga de findar" do mexicano filho de uma puta Julián Herbert. Por mais avisado que estivesse, por ter lido o Posfácio de Gustavo Pacheco, e a orelha, antes da leitura do livro, a emoção me pegou. Vou ser mais sintético do que habitualmente. Um livro para ser lido. Um autor para se acompanhar. E como ele próprio cita Paul Auster, não é por acaso que gostei da forma como escreve. Temos afinidades literárias. Leiam "Cantiga de findar" do filho da puta do Julián.

8.4.15

Janela e persiana


Detalhe da janela e da sua persiana vertical

Crônica diária



O tempo de forno

Numa tentativa de definir o que seja "escrever bem", ou em outras palavras quais são as características de uma boa escrita, me levaram às reflexões que se seguem. Basicamente a forma como elegemos as palavras, e colocamos umas após as outras, para dizer alguma coisa determina o sucesso da prosa. Simples assim, se não fosse complicadíssimo adquirir a prática de escolher sempre as melhores palavras e coloca-las nos melhores lugares para melhor nos exprimir. O assunto é importante, mas irrelevante quando bem escrito. Como na música, o gênero  pode não agradar, mas quando bem tocada não se pode negar a qualidade da execução. Há autores que tem coisas interessantes para dizer, mas ao faze-lo, cometem o equivoco na escolha de palavras, e compõem  frases que não facilitam a leitura. Ao contrário quando um fato banal é contado com maestria, a leitura  se torna uma delícia. Continuo lendo Thomas Bernhard. O assunto não me interessa nada, porém a forma como narra é muito competente. Um bom exercício para quem pretende melhorar a sua forma de escrever é tentar reescrever o mesmo texto mais de uma vez. Procure faze-lo de forma diferente e cada vez mais simples e objetivo. Na quarta ou quinta tentativa terá uma certeza: um deles é sua melhor versão, ou definitivamente você não consegue escrever melhor.  Aí o caminho é a leitura. Só se aprende a escrever bem, lendo os melhores escritores. Não os copiando ou parodiando-os, mas tentando reproduzir seus estilos. Claros, objetivos, leves e cadenciados. Essa seria a receita para uma boa escrita. Como não é receita de bolo, o tempo de forno vai depender de cada um.

7.4.15

Desjejum

Meu café da manhã não tem café. Mais apropriado chama-lo de desjejum. Chá mate, ou outros. Ovo cozido (só a clara). Mamão. Pães. Panqueca de banana devezenquando.

A cama de Napoleão

Napoleão Bonaparte é seguramente o personagem histórico que mais dormiu em vida. Há camas, pelas quais passou, por muitos museus e palácios mundo afora.

6.4.15

Ajudem a salvar o Brasil

Por que no dia 12 tem de ser maior. Vem pra rua!
No dia 12 de abril, as manifestações de rua têm de ser ainda maiores do que as de 15 de março porque:
a) Os políticos que estão em cima do muro serão obrigados a render-se à evidência de que o Brasil não quer mais o PT
b) Até por uma questão de sobrevivência, eles abrirão o processo de impeachment de Dilma Rousseff
b) Ficará mais difícil para a Controladoria-Geral da União levar adiante a farsa dos acordos de leniência com as empreiteiras do petrolão -- acordos que servem para livrar a cara de Lula e Dilma Rousseff da responsabilidade pelo petrolão
c) Os procuradores da Operação Lava Jato e o juiz Sergio Moro se sentirão mais respaldados para seguir adiante na sua missão de prender corruptos e corruptores
d) O Supremo Tribunal Federal será pressionado a cumprir a lei e não aliviar para essa gente que está destruindo o país
e) Somente com Dilma Rousseff e o PT fora do poder, o Brasil tem a chance ver a luz no final do túnel da crise econômica
Vamos lá, vem pra rua você que ainda não veio. Não é só por você, é por seus filhos e por seus netos.

O bom bacalhau do Domingo

Não foi na Piacaba onde passei, mas na casa da minha filha Sandra em Ribeirão Preto, onde meus filhos e netos passaram o Domingo de Páscoa. Velha receita da Maria Portuguesa. Foto Ana Elisa e Guilherme.

Crônica diária



Georges Perec

"As coisas, de 1965, pode ser lido no quadro da emergência do contexto de intertextualidade. Assinado por um jovem quase desconhecido, o livrinho saído pela editora Julliard corporificava um programa de trabalho definido, uma tomada de posição diante dos dois principais modelos então vigentes nas letras francesas: a literatura engajada (ou sartriana) e o nouveau roman.
Tendo escolhido como protagonista um casal de vinte e poucos anos, na condição de exemplar típico de um determinado meio social, Perec declarou que sua ambição foi expor “tudo o que pode ser dito a propósito da fascinação que exercem sobre nós os objetos”. Jérôme e Sylvie são “psicossociólogos”, emprego que na verdade não constitui uma profissão, mas que emerge com promessas de ascensão rápida na esteira do nascimento das agências de publicidade. Aplicando questionários de estudos motivacionais, atividade que lhes deixa tempo para débeis veleidades intelectuais e para a vida boêmia, no fundo os dois jovens apenas hesitam diante do inevitável: um cargo dentro de uma grande agência, passaporte para um apartamento mais amplo e para as mercadorias ostentadas nas vitrines e nas revistas."
O texto acima não é meu. Faz parte do release da editora quando da sua publicação no Brasil em 2012. Havia lido do mesmo autor "A coleção Particular", e "A viagem de inverno", novela e conto suficientes para conhecer seus dotes e fama como escritor. No caso do romance "Coisas" tentei ler e não consegui. Perec obteve pleno sucesso em retratar personagens, desejos, ambientes, classes sociais, épocas, modas, de modo preciso, e precioso,  descrevendo objetos, e coisas. Mas a história é enfadonha. Trata-se de um exercício literário, que não recomendo.

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